Menino de 13 anos é amarrado em poste e espancado até a morte

Um menino de 13 anos foi amarrado num poste e espancado até a morte em Bangladesh. As imagens da barbárie foram compartilhadas em redes sociais, e mostram um grupo de pessoas batendo em Samiul Alam Rajan com uma barra de metal por quase 30 minutos, até que ele não resistiu. O crime aconteceu na última quarta-feira na cidade de Sylhet, e a polícia já prendeu quatro acusados, segundo informações do “Dhaka Tribune”.

Samiul Alam Rajan, de 13 anos, foi acusado de roubo Foto: Reprodução
Samiul Alam Rajan, de 13 anos, foi acusado de roubo Foto: Reprodução

De acordo com o site do “Bdnews24”, os homens acusavam o garoto de ter roubado um triciclo, e bateram nele para que ele confessasse o delito, e desse o nome dos cúmplices. Os agressores riam enquanto batiam no menino, que implorava por piedade. Após 16 minutos de agressão ele pediu água, mas foi orientado a beber o próprio suor. Depois, foi desamarrado e forçado a andar. Segundo o jornal local, o grupo publicou o vídeo na internet para que “o mundo inteiro pudesse vê-lo”. As autoridades locais afirmaram ao “Bdnews24” que Samiul morreu devido a uma hemorragia cerebral e mais de 60 feridas em seu corpo.

O menino Samiul Alam Rajan foi espancado: os pais querem justiça
O menino Samiul Alam Rajan foi espancado: os pais querem justiça Foto: Reprodução

Segundo o “Dhaka Tribune”, um dos suspeitos do crime, de 22 anos, foi encontrado após o espancamento tentando esconder o corpo do menino. Outros três homens estão presos presos, enquanto um quinto ainda está sendo investigado por participação no assassinato.

Os pais de Samiul Alam Rajan souberam da morte após irem à delegacia para registrar o desaparecimento do filho. Eles insistiram que o menino não era um ladrão. O pai, Sheikh Azizur Rahman, disse ao “Dhaka Tribune” que seu filho saiu da escola para sustentar a família com a venda de vegetais. Já a mãe, Lubna Akter, quer justiça. “Todos nesta área sabe que meu filho não era um ladrão. Eu quero justiça para ele”, afirmou ao “Bdnews24”.

REUTERS

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