Médico aponta solução para melhoria na saúde

Em tempos de campanha política muito se fala na melhoria da saúde, mas pouco é esclarecido sobre o engajamento dos médicos nesse desenvolvimento. Candidatos Brasil afora realizam campanhas carregadas de promessas, mas em muitas delas deixam a desejar no que diz respeito a execução de ideias.

Hoje (18) dia do médico, a equipe do Página Brazil conversou com o Dr. Marcos Bonilha, clínico médico e coordenador técnico do pronto socorro da ABCG Santa Casa, que contou, a partir do seu ponto de vista profissional, quais seriam os projetos ideais que beneficiariam uma das áreas mais importantes de forma mais ágil.

Marcos acredita que a culpa da superlotação nos hospitais é devido ao baixo investimento na unidade básica (Foto: Paulo Francis)
Marcos acredita que a culpa da superlotação nos hospitais é devido ao baixo investimento na atenção básica (Foto: Paulo Francis)

Bonilha acredita numa logística que possa facilitar os atendimentos e agilizar as filas, além de crer que seria fundamental diminuir os gastos na saúde a partir de uma distribuição mais adequada de pacientes.

O coordenador confia que a verdadeira melhoria na saúde seria investir na atenção básica, evitando que o paciente chegue ao hospital, onde há a medicina especializada que custa mais caro ao Poder público.

“A gente acaba assumindo alguns pacientes que não precisariam estar aqui [hospital], a gente chama de doenças sensíveis a atenção básica, isso acaba trazendo complicações para nós”, desabafa.

Confira a entrevista

O clínico médico crê que um melhor investimento em outras áreas contribui com os profissionais dos hospitais, em especial os médicos. Ele conta que o maior número de pacientes da ala ortopédica foram afetados por acidentes de trânsito. “Um reordenamento de trânsito poderia modificar bastante essa história que tem acontecido com a gente aqui [hospital], isso impacta muito na saúde”.

O profissional ratifica que deve haver um maior investimento na atenção básica de saúde, onde para ele, seria capaz de atender 80% dos pacientes. Conforme Bonilha, a estrutura da saúde de Campo Grande é vasta, porém não é o suficiente para resolver o problema da superlotação.

 

Comentários

comentários