Mato Grosso do Sul terá R$ 10 milhões para investir no agronegócio

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) participou ontem (3) da assinatura de contratos para liberação de R$ 10 milhões por parte do BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul), destinados a empreendedores paranaenses que estão investindo em Mato Grosso do Sul. A assinatura foi realizada durante visita de comitiva do Governo do Estado ao Show Rural Coopavel 2016, uma das maiores feiras agropecuárias do País que acontece em Cascavel (PR).

Reinaldo assina contratos (Foto: Chico Ribeiro )
Reinaldo assina contratos (Foto: Chico Ribeiro )

O montante faz parte dos R$ 188 milhões liberados pelo banco para iniciativas de setor do agronegócio no estado vizinho. Os recursos serão destinados para projetos nos segmentos de avicultura e armazenagem que vão beneficiar municípios como Douradina e Aparecida do Taboado.  A comitiva do Governo do Estado foi formada, também, pelos secretários de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel, e de Produção e Agricultura Familiar (Sepaf), Fernando Lamas.

Cerca de 700 produtores rurais de pelo menos 22 municípios sul-mato-grossenses participam do evento, que iniciou na última segunda-feira (1). A mobilização das comitivas que levou os produtores foi viabilizada graças a parceria entre o Governo do Estado, por meio da Sepaf e da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural), a Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de MS) e os sindicatos de produtores rurais.

Durante o evento, Reinaldo Azambuja visitou o estande da Agraer e, em seu pronunciamento, fez referências a questões emergentes para o setor agropecuário. Destacou que Mato Grosso do Sul e Paraná são dois estados com economia ancorada na agropecuária e que têm problemas semelhantes, com parcerias estratégicas como na área da vigilância sanitária. Lembrou que o Governo do Estado elabora um programa de fomento ao setor agropecuário para contemplar, entre outras ações, a infraestrutura, com recuperação de estradas e programas para as rodovias. A logística é o gargalo que tira a competitividade do setor produtivo.

Entre os esforços do Estado no setor produtivo está a derrubada de barreiras sanitárias impostas à carne sul-mato-grossense. O Estado busca obter a condição de área livre de febre aftosa sem vacinação, status já desfrutado por Santa Catarina. Pra isso, precisa reforçar a vigilância em relação ao vizinho Paraguai, de onde vieram os focos registrados na última década e que pesam contra na busca da nova condição. “A ministra Kátia Abreu (Mapa) prometeu empenho na liberação de recursos para a área da vigilância”, afirmou o governador.

Especificamente para os pequenos produtores, o governador destacou que a Agraer tem foco no fortalecimento dos quase 80 mil produtores assentados no Estado. “A política da Agraer é dar suporte não só para a produção, mas para a comercialização de produtos, dando condições de competitividade para os pequenos produtores”, afirmou.

Outro velho assunto referente ao setor produtivo que veio a tona foi a quase lendária ferrovia ligando o Estado ao porto de Paranaguá. Conhecida como Ferroeste, a via prevê saída de Maracaju, passando por Dourados e Cascavel, seguindo rumo ao porto que é um dos principais no escoamento da produção do Centro-Oeste. “A solução para dar competitividade para o setor produtivo está na utilização de novos modais. Os produtores americanos dificilmente transportam via rodovias por mais de 250 quilômetros”, comparou.

As principais caravanas de produtores rurais foram organizadas nos municípios de Iguatemi, Juti, Rio Brilhante, Antônio João, Amabai, Batayporã, Japorã, Ivinhema, Caarapó, Laguna Carapã, Naviraí, Anaurilândia, Três Lagoas, Angélica, Mundo Novo, Dourados, Selviria, Sete Quedas, Tacuru, Eldorado, Itaquiraí e Taquarussu.

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