Mato Grosso do Sul debate o SUS na 8ª Conferência Estadual de Saúde

Evento reunirá 600 participantes e contará com Língua Brasileira de Sinais em todas as mesas, painéis e grupos de trabalho

Começa nesta quarta, 16, a 8ª Conferência Estadual de Saúde do Mato Grosso do Sul, evento que irá reunir cerca de 600 participantes no Palácio Popular da Cultura Rubens Gil de Camilo e terá o médico clínico e sanitarista Alfredo Boa Sorte Júnior, assessor especial do Ministério da Saúde, presente na abertura às 8 h. “A conferência é um momento ímpar do controle social, no qual é passada em revista toda a história e a política implementada. É o momento de avaliar as políticas de saúde, fortalecer o SUS com seus avanços, enfrentar os novos desafios”, afirma Boa Sorte.

15susO Sistema Único de Saúde (SUS) estará no centro das discussões, que ocorrerão em três mesas redondas. Na primeira delas, os temas serão “Gestão do SUS e Modelos de Atenção à Saúde” e “Ciência, Tecnologia e Inovação”; na segunda mesa serão discutidos “Financiamento do SUS” e “Relação Público-Privada”; na terceira mesa será a vez de “Valorização do Trabalho e da Educação em Saúde” e “Participação Social”.

Os debates em torno dos oito eixos temáticos da 15ª CNS mobilizaram todos os 79 municípios do Mato Grosso do Sul durante a etapa municipal, segundo informa o Conselho Estadual de Saúde.

Durante a 8ª Conferência Estadual serão eleitos 64 delegados para representar o estado na 15ª Conferência Nacional de Saúde, maior evento do país na área da Saúde, coordenado pelo Ministério da Saúde e pelo Conselho Nacional de Saúde a cada quatro anos. A previsão é que 2 milhões de pessoas em todo o Brasil sejam mobilizadas até dezembro nas plenárias populares regionais, na plenária nacional, nas conferências municipais e estaduais e nas conferências livres.

Conselheiros de saúde, representantes da sociedade civil organizada, gestores da saúde pública, prestadores de serviço e usuários do sistema participam das discussões em todo o país. Para a etapa nacional, em Brasília, é esperada a participação de 4.322 pessoas, sendo 3.248 delegados eleitos nas conferências estaduais, mais 976 convidados.

Fortalecendo a rede pública – Algumas ações recentes do Ministério da Saúde visam ao fortalecimento da rede pública de Saúde no Mato Grosso do Sul.

No âmbito do Programa Mais Médicos, são atualmente 228 profissionais médicos em 60 municípios e um Distrito de Saúde Especial Indígena do estado, beneficiando 786 mil de pessoas. O Governo Federal também vem investindo na infraestrutura da Atenção Básica de municípios de todo o país; no Mato Grosso do Sul, foram aplicados R$ 82 milhões em 400 unidades básicas de saúde. Dentre as 5.306 novas vagas de graduação em Medicina autorizadas no país, 110 vagas (instituições privadas e publicas) estão em três municípios do Mato Grosso do Sul.

Para tornar mais eficiente o atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) e contribuir para o crescimento do número de cirurgias eletivas realizadas no Brasil, o Ministério da Saúde liberou, em julho deste ano, R$ 1,3 milhão para o estado. Os recursos fazem parte de uma estratégia do Ministério para garantir o acesso da população aos procedimentos disponibilizados no SUS. A medida possibilita a ampliação da oferta de procedimentos reduzindo as filas de espera e beneficiando um número muito maior de pessoas de maneira permanente.

Em agosto, o Ministério da Saúde destinou R$ 1,09 milhão para suplementar o orçamento do Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados, no Mato Grosso do Sul. O recurso faz parte das ações do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (REHUF), desenvolvido e financiado em parceria com o Ministério da Educação.

Os valores passados são definidos de acordo com indicadores e metas de desempenho de cada hospital. Esse montante, pago em parcela única, reforça o orçamento das instituições universitárias que comprovaram o cumprimento das metas de qualidade relacionadas a porte e perfil de atendimento, capacidade de gestão, desenvolvimento de pesquisa e ensino e integração à rede do Sistema Único de Saúde (SUS) local.

Também em agosto, agentes comunitários de saúde e equipes do Programa Saúde da Família percorreram 120 escolas de quatro municípios para examinar e tratar mais de 91 mil alunos do Mato Grosso do Sul como parte da terceira edição da Campanha Nacional de Hanseníase, Geo-helmintíases e Tracoma, do Ministério da Saúde. O objetivo é aumentar o diagnóstico precoce e identificar comunidades em que a hanseníase, tracoma e verminoses ainda persistem. Os casos suspeitos de hanseníase são encaminhados à rede básica de saúde para confirmação e início imediato do tratamento.

No início deste mês, o Ministério da Saúde entregou 761 computadores para 130 Unidades Básicas de Saúde (UBS) do Mato Grosso do Sul. A medida beneficia mais de 256 mil pessoas atendidas por essas unidades, distribuídas em 19 municípios do estado. O equipamento reunirá, por meio do prontuário eletrônico, todas as informações de acolhimento do paciente nas diferentes áreas, como pediatria e ginecologia, possibilitando que o profissional de saúde possa ter acesso de forma mais rápida e organizada às informações, o que dará maior agilidade no atendimento.

Sobre o SUS – As bases para a criação do Sistema Único de Saúde (SUS) foram estabelecidas na 8ª Conferência Nacional de Saúde, em 1986, e depois consolidadas na Constituição Federal de 1988. Importantes estratégias de saúde pública do país, como SAMU, Rede Cegonha e programa Saúde da Família tiveram suas sementes lançadas em conferências nacionais.

O SUS é um dos maiores sistemas públicos do mundo. Só em 2014 foram realizados mais de 4,1 bilhões de procedimentos ambulatoriais e 1,4 bilhão de consultas médicas por meio do SUS no país. Em seus 27 anos de existência, o SUS conquistou uma série de avanços para a saúde do brasileiro e se firmou como modelo de assistência e promoção à saúde em todo o mundo.

Reconhecido internacionalmente, o Programa Nacional de Imunização (PNI), responsável por 98% do mercado de vacinas do país, é um dos destaques. O Brasil garante à população acesso gratuito a todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), disponibilizando 44 imunobiológicos, sendo 27 vacinas, na rede pública de todo o país.

Também é no SUS que ocorre o maior sistema público de transplantes de órgãos do mundo. O programa cresceu 63,85% na última década, saltando de 14.175 procedimentos em 2004 para 23.226 em 2014. Por meio do SUS também é oferecida assistência integral e gratuita para a população de portadores do HIV e doentes de Aids, renais crônicos, pacientes com câncer, tuberculose e hanseníase.

Serviço

8ª Conferência Estadual de Saúde do Mato Grosso do Sul

Tema: “Saúde pública de qualidade para cuidar bem das pessoas: direito do povo brasileiro”
Data: 16 a 18 de setembro de 2015
Horário: 8h às 17:30h
Local: Palácio Popular da Cultura Rubens Gil de Camilo – Av. Waldir dos Santos Pereira S/N, Parque dos Poderes, Campo Grande (MS)

Por Ludmilla Duarte, Agência Saúde
Atendimento à Imprensa
Ascom/MS: (61) 3315-2271/3315/3434

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