Marun responsabiliza Dilma pela morte de indígenas e quer portaria revogada

Para o deputado federal Carlos Marun (PMDB-MS), a presidente afastada Dilma Rousseff é a verdadeira responsável pela morte de indígenas em conflitos de terras no Mato Grosso do Sul.

Deputado Marun durante discurso na tribuna (Foto: Divulgação )
Deputado Marun durante discurso na tribuna (Foto: Divulgação )

“Eu acuso a presidente Dilma porque no dia 12 de maio, quando seu governo não existia mais, de forma criminosa e irresponsável ela assinou uma Portaria de Declaração de Terras Indígenas (TI) transformando 55 mil hectares de terras no centro do Mato Grosso do Sul, transformando numa canetada terras produtivas e tituladas há mais de 80 anos em terras pretensamente indígenas”. O deputado defendeu a imediata revogação da portaria, assinada só para acirrar a violência no campo.

Marun disse que “hoje, seus aliados, como o senhor Gilberto Carvalho, estão incentivando a violência e a ocupação por parte de indígenas brasileiros e paraguaios destas terras. Tudo para causar a confusão, a discórdia e levar a morte ao meu querido Mato Grosso do Sul”.

Para o deputado, embora não tenha usado armas, Dilma transformou a Portaria em instrumento letal para assassinar esses índios, “uma vez que qualquer governo, com o mínimo de razoabilidade e decência, não teria jamais tomado uma atitude dessas, quando já tinha limpado as gavetas e todos sabiam que já estavam sendo enxotados do poder”, acusou.

Marun disse que a presidente afastada Dilma “assassinou esses indígenas e a munição, a arma utilizada é essa portaria que tem que ser imediatamente revogada. Esta é a verdade, doa a quem doer, a irresponsabilidade de um governo à beira da deposição traz hoje o sofrimento e a desordem a um Estado que só quer produzir, que só quer avançar”.

O presidente da Funai, João Pedro da Costa Gonçalves, assinou no dia 12 de maio o relatório de identificação da TI Dourados-Amambaí Pegua I, com cerca de 55 mil hectares, no sul do Mato Grosso do Sul. A medida, segundo o governo passado, atendia reivindicação de índios Guarani Kaiowá que ocupavam a Funai.

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