Marun e Puccinelli vão acionar a Polícia Federal depois das ameaças em comício

“Queremos uma eleição limpa e não feita por ameaça. Aqui não é uma terra sem lei”, frisou Marun (Foto: Mariana Anjos - Reprodução)
“Queremos uma eleição limpa e não feita por ameaça. Aqui não é uma terra sem lei”, frisou Marun (Foto: Mariana Anjos – Reprodução)

O deputado federal Carlos Marun e o ex-governador André Puccinelli, ambos do PMDB, prometem não “deixar barato” o episódio em que um policial civil ameaçou pessoas presentes em um comício no município de Iguatemi, no conesul do Estado. O fato será comunicado à Polícia Federal.

“Queremos uma eleição limpa e não feita por ameaça. Aqui não é uma terra sem lei”, disse Marun em coletiva na manhã desta segunda-feira (26) no diretório do PMDB. O deputado afirmou que pedirá apoio da PF nas eleições em Iguatemi, Tacuru e Coronel Sapucaia, cidades que ele julga carentes de mais segurança para garantia de lisura no pleito.

Puccinelli não falou com jornalistas, deixou a sede do diretório às pressas alegando ter uma reunião com o presidente do partido e da Assembleia Legislativa, deputado Junior Mochi.

Além de comunicar o fato à PF, no começo da tarde desta segunda-feira, Marun também afirmou que solicitará uma audiência com o secretário estadual de segurança pública, José Carlos Barbosa, o Barbosinha (PSB), e com o presidente do TRE (Tribunal Regional Eleitoral), Divoncir Schreiner Maran.

“Isso não pode ser considerado algo normal de política, para mim isso foi um ato de terrorismo político”, declarou Carlos Marun, explicando que cabe ao presidente do TRE solicitação oficial de apoio federal na realização do pleito em Mato Grosso do Sul.

Mandado

Puccinelli e Marun chegaram em Iguatemi no fim da noite da última terça-feira (23), atrasados para o comício de apoio ao candidato do PMDB à prefeitura, Dr. Carlinhos, quando foram surpreendidos com a chegada do policial civil Ricardo Palaoro, que teria proferido ofensas aos presentes e, ao receber vaias, sacou a pistola e ameaçou atirar nos presentes.

“Foi algo muito bem orquestrado”, contou Marun. Segundo ele, após o fato, o delegado da cidade não foi encontrado para ser comunicado da ocorrência. Ainda segundo o deputado, o policial estaria de plantão no momento do comício, e teria sido avisado por alguém da chegada dos peemedebistas no evento.

Sem citar nomes, os ameaçados acreditam que o fato possa ter sido ‘armado’ por coligações adversárias. Disputam com Dr. Carlinhos, em Iguatemi, Dra. Patricia (PSDB), Nei (PSD), Professor Jorginho (SD) e Tacuru (PMN).

Marun destacou também que vai relatar o ocorrido na Câmara dos Deputados, e que pedirá à Mesa Diretora que designe um parlamentar ou um advogado do Congresso para acompanhar o caso em Mato Grosso do Sul. “Espero que o governador tome alguma providência”, encerrou o parlamentar.

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