Marquinhos intimado a prestar depoimento para explicar denúncias de extorsão

No final da tarde de hoje (16) o candidato à prefeitura de Campo Grande, deputado estadual Marquinhos Trad (PSD) deve prestar depoimento na 3ª DP (Delegacia de Polícia). Ele será questionado sobre boletim de ocorrência, registrado em abril deste ano, em que ele alega ser vítima de extorsão dos irmãos Arnaldo Britto de Moura Junior e Sandra Britto de Moura.

Foto: Reprodução
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Segundo o delegado da 3ª DP, Geraldo Marin Barbosa, entre três ou quatro pessoas já foram ouvidas pelos investigadores e outras ainda devem ser intimadas nos próximos dias, entre elas Arnaldo e Sandra. “Tinham registrado um boletim e abril e depois nova representação com notícias novas. Estamos ouvindo todos os envolvidos para solucionar esse crime”, explica.

O deputado informou na semana passada que foi vítima de extorsão por parte dos irmãos que o denunciam por suposta lavagem de dinheiro durante a campanha eleitoral de 2014. Segundo o parlamentar, o empresário Arnaldo Britto, dono da empresa 4 Rodas, e a irmã dele, Sandra, inventaram factoides para manchar sua carreira política. “É mentira. Eu sou vítima disso”, resume.

Arnaldo protocolou uma denúncia contra Marquinhos no MPF (Ministério Público Federal), após a empresa que comanda ser condenada, em 15 de dezembro de 2015, a pagar multa no valor de R$ 244,8 mil por ter feito doação para campanha eleitoral acima do limite de 2% dos rendimentos brutos auferidos no ano de 2013, conforme decisão da juíza da 44ª Zona Eleitoral, Cíntia Xavier Letteriello Medeiros.

Naquele ano, o faturamento da empresa foi de R$ 51,5 mil e a doação de R$ 50 mil. Para explicar a doação à Justiça, o empresário alegou que Marquinhos agiu de má-fé para conseguir um recibo de doação e esquentar a vultosa quantia de dinheiro. Conforme a denúncia, o candidato teria recebido R$ 200 mil em dinheiro vivo de um doador que não poderia aparecer, pois já tinha excedido o valor legal.

“Na minha campanha de 2014, ele através da irmã dele, doou R$ 50 mil e eu emiti o recibo eleitoral. Prestei contas à Justiça, tudo conforme manda a lei. Depois de certo tempo, a irmã dele me procura dizendo que ela tinha se equivocado, que o irmão não tinha caixa para doar R$ 50 mil”, comenta Marquinhos. “Ele disse que, se eu não pagasse a multa, ela ia azer um escândalo”, completa.

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