Marquinhos consegue 12 assinaturas e CPI Caça Fantasma será aberta

Acusado de ter sido funcionário fantasma, o deputado estadual e candidato a prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), agora quer investigar todos os contratados na AL-MS (Assembleia Legislativa de MS). Ele já conseguiu adesão de 12 colegas, para ao menos lançar o pedido e requerer oficialmente a direção da Casa, a abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar as contratações de servidores do Legislativo. A acusação ao parlamentar-candidato foi feita em debate em canal de televisão, na última semana da campanha do primeiro turno, no dia 27 de setembro, que rendeu repercussão sobre o assunto e pode ter prejudicado a votação no pleito realizado no último domingo (2).

O assunto ficou em voga com cobranças ao parlamentar nos últimos dias do primeiro turno, onde foi acusado não oficialmente, mas apontado que receberia sem trabalhar no Poder Legislativo, antes de se tornar parlamentar. E diante do jogo político-eleitoral, com Trad em primeiro lugar na disputa pelo Paço Municipal, com a candidata Rose Modesto (PSDB), o tema voltou a ter ‘combustível jogado’, já na terça-feira (4), pelo deputado tucano Beto Pereira. Ele fez discurso e provocou o colega-candidato, questionando até a Casa para esclarecer o assunto.

Trad por sua vez, naquele dia não respondeu a questionamentos, mas contra atacou propondo e que ele iria requerer uma investigação de todo o caso e quadros da Casa. Após, ontem e hoje, o deputado seguiu em busca de apoios e recolheu 12 assinaturas ante necessárias oito adesões para abertura de uma Comissão Parlamentar. Nesta quinta-feira (6), ele apresentou à presidência da Assembleia, um requerimento de abertura de CPI sobre funcionários fantasmas e nepotismo.

A proposta é investigar ocorrência de funcionários fantasmas na Assembleia entre 1986 e 2016, além de nepotismo cruzado com Câmara Municipal de Campo Grande, TCE/MS (Tribunal de Contas do Estado) e TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul). “A CPI não servirá para mim no jogo eleitoral, mas vai servir para sociedade saber se existem mesmo os funcionários fantasmas. Com apuração das fichas de ponto dos funcionários, assim como a prática de nepotismo, seja entre nós, na Casa ou com outros Poderes, como se fala muito. Fui acusado de ser um fantasma, mas tenho todos os documentos certos. Fazer essa CPI é esclarecer de uma vez por todas quem é quem. Quem não deve, não teme”, diz Trad.

Adesões

O documento foi assinado por Trad e pelos seguintes deputados: Pedro Kemp, Amarildo Cruz, João Grandão e Cabo Almi, todos do PT; seguido por coronel David dos Santos; Zé Teixeira (DEM); Lídio Lopes (PEN); Beto Pereira (PSDB); Rinaldo Modesto (PSDB); Márcio Fernandes (PMDB) e Renato Câmara (PMDB). No mínimo, o requerimento precisava ser assinado por oito parlamentares.

Agora, o requerimento passa pelo crivo do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Junior Mochi (PMDB). Ele tem que analisar três quesitos: total de assinaturas, o objeto de investigação e o tempo de duração dos trabalhos. Se estiver tudo regular, o presidente instaura a comissão e os partidos são convocados a indicar os participantes da CPI.

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