Marquinhos assume compromisso com famílias alojadas em área do Clube Samambaia

Silvio Ferreira

Uma audiência pública na Câmara Municipal de Campo Grande, com a participação do prefeito Marquinhos Trad (PSD), discutiu na manhã desta sexta-feira (17), a situação de 360 famílias que viviam na antiga favela Cidade de Deus, na região do bairro Dom Antônio Barbosa, entre as saídas para Sidrolândia e São Paulo, e hoje ocupam a área de 18 hectares do antigo Clube Samambaia, no bairro Los Angeles.

Famílias sem-teto lotaram as dependências da Câmara Municipal na audiência desta sexta-feira (17). Foto: Izaías Medeiros / CMCG

Falando para os manifestantes que compareceram à audiência, Marquinhos afirmou que “a solução para o caso deve passar pela desapropriação da área para a regularização das moradias”. O prefeito pediu às famílias que “não permitam que novas pessoas, oportunistas, tentem entrar na área”.

“São oportunistas! Isso é normal! Até com Jesus, houve um que o traiu e outro que o negou. Então não permitam que outras pessoas, parentes ou amigos, venham para o local em que vocês estão alojados, prejudicando vocês, para tentar conseguir um lote na área que a prefeitura deve adquirir”, disse Marquinhos.

Prefeito pediu aos sem-teto que não permitam que “Judas se infiltrem entre eles”, referindo-se à “oportunistas que venham a tentar conseguir imóveis que a prefeitura pretende viabilizar para os sem-teto. Foto: Izaías Medeiros / Câmara Municipal de Campo Grande

“Nós temos o controle da área, que tem sido monitorada até por via aérea e sabemos quem está alojado lá hoje. Não permitiremos que oportunistas se aproveitem”, declarou o prefeito.

O deputado federal, Dagoberto Nogueira (PDT), que também participou da audiência, agradeceu a disposição do prefeito em resolver o problema:

“Ele já protocolou 3.552 unidades habitacionais [para a cidade], mas quero manifestar a minha preocupação com o governo federal. O governo Temer não tem permitido que a Caixa Econômica Federal libere recursos para novos projetos habitacionais”, lamentou Dagoberto.

“A saída será mobilizar à bancada federal, para pressionarmos pela liberação desses recursos”, concluiu.

Vários vereadores declaram que a Câmara vai se mobilizar para evitar a possibilidade de despejo das famílias, pois há o temor de que os moradores sejam expulsos da área no dia 8 de dezembro, por ordem da Justiça.

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