Mário César nega combinação para cassar Alcides Bernal

O presidente da Câmara Municipal de Vereadores, Mário César (PMDB), tentou diminuir a importância da gravação de uma ligação telefônica entre ele e o empreiteiro João Amorim, dono da construtora Proteco, investigado pela Operação Lama Asfáltica, em que o vereador comenta com o empreiteiro “estar preocupado com dois vereadores”. A ligação foi feita no.contexto da votação da cassação do ex-prefeito Alcides Bernal(PP).

Foto Silvio Ferreira
Foto Silvio Ferreira

 

Para o vereador, “a ligação, apresentada fora do contexto parece querer desmerecer o trabalho desenvolvido em mais de um ano, e não realizados em um dia”, argumentou. “Como presidente da Câmera eu converso com integrantes de toda a sociedade e também tenho relações de amizade”, afirmou.

Questionado sobre porque o presidente do legislativo ligaria para um empreiteiro para conversar sobre o número de vereadores que votariam à favor ou contra à cassação de Bernal, o presidente Mário César insistiu na tese. “Como presidente, eu represento à Casa e sou consultado ou converso com cidadãos de todos os setores da sociedade campo-grandense. Uma conversa isolada não pode colocar em dúvida a legitimidade e a lisura de um processo que baseou-se em na mais ampla jurisprudência do STF (Supremo Tribunal Federal)”, comentou.

Ainda sobre as gravações feitas na operação Lama Asfáltica, o presidente da Câmara negou que ligou para Amorim para falar de vereadores e ressaltou que, na ocasião, estava dizendo o emocional daquele momento, já que estava sendo cobrando e porque, segundo ele, Campo Grande estava um caos.

“Isso é um fator diminuto em relação a magnitude do processo. Estão querendo cortar uma fala, um trecho de uma conversa, e acabar com todo trabalho realizado pelos vereadores. Eu não liguei para falar de vereadores, nada disso”, finalizou.

Silvio Ferreira

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