“Não seja idiota”, diz Marcos Feliciano não poupando ataques diretos e mais polêmicas na Capital

O deputado federal pastor Marcos Feliciano (PSC-SP) esteve no grupo Capital de Comunicação, onde concedeu entrevistas a rádio Capital FM 95 e ao Página Brazil, onde falou da conjuntura da politica nacional, de seu partido o PSC e de suas polemicas, que muitas vezes se envolve ou é envolvido no campo politico-religioso, em que faz uma mescla ou junção intrisegas, que acredita ser ou tem que andar juntas, mesmo em um estado laico oficialmente. O social cristão não poupou palavras e ratificou muitas posições já conhecidas, como acrescentou ‘novas doses’ de conteúdo ‘duro de se ouvir’, por parte da população, que quer impor suas posições para ou não vêem que destroem a sociedade, como ele classificou e defendeu nas entrevistas. O parlamentar falou das duas últimas polemicas que se envolveu na área da Cultura e pela CPI da UNE, que ele conseguiu aprovar no Legislativo Federal.

“Gosto muito e sou uma das pessoas que falam tudo, de temas ou aponto posição que nem sempre querem ouvir, mas é de necessidade para a sociedade. Muitas pessoas tem preconceito com nossa sigla, o PSC, onde apontam que somos um partido religioso, mas não é. O que fazemos é defender valores Cristãos, onde Cristo foi o maior politico deste mundo e pregava valores da família, do amor, da vivência de uma sociedade com valores e não com os que inverter, acabar com tudo isso, que já está ou nós levará a ruína total. E nós temos que defender isto, para não sermos tragados por esta parte, que até nem é a maioria da população”, iniciou já contundente.

Feliciano falou do trabalho no Legislativo, que admitiu ou se intitulou que representa a politica e setor conservador do País, mencionando que terá um aumento do volume de serviço ou responsabilidade. O parlamentar anunciou em primeira mão na FM Capital, que a partir desta semana é líder do PSC na Câmara, que tem oito deputados, entre os mais conhecidos e também polêmicos Jair Bolsonaro, do Rio de Janeiro, e seu filho Eduardo Bolsonaro, mas deputado por São Paulo, e, o irmão Lazaro, da Bahia, que é com grande show-man missionário evangélico. O pastor-deputado, assumiu o lugar do colega Andre Moura, de Sergipe, que era o líder, mas saiu ontem, quando assumiu a liderança do governo interino de Michel Temer.

“A responsabilidade sempre foi grande e só vem aumentando com tudo que fazemos ou passamos a fazer. Tudo é muito grande, por exemplo, que nós começamos a falar irredutivelmente de moral, ética e espaço no País. E creio até que o PSC, foi quem começou o Impeachment, já em 2013, quando entramos na Comissão de Direitos Humanos da Câmara, onde nós enfrentamos o PT e seus grupos agregados e posicionamos contra assuntos relevantes que os chamados Progressistas, de esquerda que estavam tomando conta do Brasil. Fomos para cima ou eles vieram para cima de nós e não titubeamos em enfrentar, com o risco de retaliação, ameaças e até de sermos desaparecidos como partido e pensamentos que defendemos. E vimos ou tivemos o retorno de boa parte da população que concorda com tudo ou em parte do que colocamos em defesa da família e do que a faz o bem para ela, que devia reger todo o Brasil”, disse.

“Não seja idiota” , denomina Feliciano

O pastor-deputado, ao ser questionado sobre seu maior partidário, Jair Bolsonaro, mencionou sua abrangência e comentou taxativamente sobre a questão da homenagem ao torturador Coronel Ustra, homenageado pelo colega na sessão de 17 de abril, que votou o Impeachment.

“O brasileiro peca por não conhecer a historia de seu país e digo a todos não seja um idiota útil, não reproduza algo que não saiba ou que ocorreu do mesmo modo com outras pessoas, em fatos mais graves. Antes de Bolsonaro, houve dois deputados que elogiaram Carlos Marigela e Carlos Lamarca – revolucionários de esquerda da época do regime militar. Mas, ninguém viu ou polemizou, até por não saberem da história ou o fizeram marketing bonito para eles. Os partidos de esquerda podem elogiar torturadores e criminosos, que mataram. O Bolsonaro, falou de uma pessoa que estava a serviço do Estado, na época, e que não foi condenado a nada. Não estou dizendo ou discutindo as atitudes do coronel Ustra, se é certa ou não, pois é algo daquela época. Mas vejam ou analisem a diferença ou a ‘mesma situação’ “, apontou Feliciano.

O representante do conservadorismo no Pais também falou da extinção do Ministério da Cultura e fez uma critica ácida. “Só para começo, vemos que ano passado se gastou R$ 1 bilhão, coisa não gasta em lugar nenhum essencial do País. Então chora, mais chora com vontade, porque acabou com essa mamata e barbaria que foi implantada pela corja do PT. Se você tira a chupeta de um bebe, o que ele faz? Chora. É o que está acontecendo. Estão chorando pelo que irão perder dos puxadinhos construídos pelo PT. E temos que ver, que conseguimos tirar uma metástase do País. Esse grupo criminoso que contaminou, queria e quase tomou o País”, avaliou.

CPI da UNE

Sobre a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a atuação da UNE (União Nacional de Estudantes), ele contou que a historia ate começou com uma agressão verbal gratuita que recebeu de um líder da entidade dentro do Congresso Nacional “A ideia surgiu de um discurso até de desagravo, após quando estava saindo da comissão do Impeachment e um grupo me afrontou, me contive, mas ainda me ofenderam e partiram para parte pessoal. Voltei a tribuna da Casa e fui falar, onde surgiu os questionamentos a ser feito a entidade. E a partir de então atiramos no que vi ou sofri no momento e vamos acertar no que não vimos ou sabemos. Vamos revelar toda essa história e contexto obscura dessa entidade que deveria realmente representar os estudantes, mas na última década não o faz. Rasgaram até a historia de lutas e conquistas que fizeram para o País, para se juntarem e ficarem nas barbas do PT e PCdoB, que a comandam nos últimos 15 anos”, disse.

“Além do que aqueles que dominaram a UNE em suas direções nos últimos anos, mexeram com dinheiro publico e ao que tudo indica roubaram. São 22 contratos junto aos ministérios com R$ 20 milhões. Lá já sabemos que tem nota de bebia e hoje ela esta bloqueada via Justiça e não pode receber recursos. Em 2010, o senhor Lula deu R$ 44 milhões para indenização a UNE, via reconstruir o prédio que supostamente foi destruído pelo regime militar. E hoje, o prédio sendo construído a mais de sete anos, não está nem na metade e com uma coisa planejada para 12 andares. O que é isto?”, indaga Feliciano que completa mencionando a questão das carteirinhas estudantil que é cobrado R$ 32,00, “e dizem ter milhões de estudantes, onde vai esse dinheiro?”, questiona novamente.

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