Mais duas ossadas são encontradas pela polícia em “cemitério” de quadrilha

A polícia encontrou mais duas ossadas nesta tarde (18) na região de chácaras atrás do Parque dos Poderes, em Campo Grande.

Restos encontrados hoje foram recolhidos
Restos encontrados hoje foram recolhidos

Policiais estão fazendo buscas em um terceiro local, onde mais vítimas estariam enterradas. Já são três restos mortais localizados. Ontem (17), uma ossada de uma possível vítima de exploração sexual foi encontrada.

As investigações apuraram que 10 pessoas teriam sumido desde 2012 na mesma região.

Três pessoas foram presas hoje suspeitas de envolvimento no esquema de tráfico de drogas, exploração sexual de adolescentes e associação criminosa pela Deaji (Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude), nas proximidades do bairro Danúbio Azul.

Eles são suspeitos de integrar grupo que sumia com jovens para lucrar com o tráfico.

A DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios) auxilia nas investigações e continua no local de escavação, realizando buscas.

INVESTIGAÇÃO

Na quinta passada (10), a polícia já havia feito buscas por cadáveres de possíveis vítimas na região. Inclusive fez escavações, mas não encontrou nenhum corpo.

Durante a operação dez pessoas foram presas, oito delas suspeitas de envolvimento nos desaparecimentos. Os presos são Luiz Alves Martins, o ‘Nando’, 49 anos, Diego Vieira Martins, Rudy Pereira da Silva, Jeová Ferreira Lima, Jeová Ferreira Lima Filho, Ariane de Souza Gonçalves, Vagner Vieira Garcia, Andreia Conceição Pereira.

Também foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão. Foi aprendida droga, uma arma de fogo e 70 galos de rinha.

Conforme a polícia, as investigações começaram em setembro deste ano, após a morte de Leandro Aparecido Nunes Ferreira, o ‘Leleco’. O rapaz foi morto por um jovem que o acusava de sumir com o seu irmão, adolescente que não teve a idade divulgada. Esse garoto em questão foi encontrado morto dias depois.

Por causa desta situação, a polícia descobriu que, além do menino, mais nove pessoas, todas moradoras da região do Danúbio Azul, estavam desaparecidas. O primeiro caso havia ocorrido em 2012. Até hoje as vítimas de desaparecimento não foram localizadas e ninguém sabe o paradeiro delas.

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