Mais de 6 mil estão sem aula após morte de ‘Playboy’

Morador de Laranjeiras, Celso Pinheiro Pimenta, o Playboy, entrou aos 14 anos para o crime Foto:  Reprodução
Morador de Laranjeiras, Celso Pinheiro Pimenta, o Playboy, entrou aos 14 anos para o crime
Foto: Reprodução

Rio – O clima na região de Costa Barros, após a morte do traficante Celso Pinheiro Pimenta, o Playboy, segue tenso na manhã desta segunda-feira. O Comando de Operações Especiais da Polícia Militar está realizando a ocupação por tempo indeterminado no Complexo da Pedreira. Com isso, 6.159 alunos das redes estadual e municipal de ensino não estão tendo aula.

De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, nove escolas, três creches e cinco Espaços de Desenvolvimento Infantil (EDIs) estão sem atendimento na região de Costa Barros, prejudicando 5.759 alunos. Já a Secretaria de Estado de Educação informou que o Colégio Estadual Jornalista Rodolfo Fernandes, na Pavuna, também teve sua atividade suspensa. A unidade atende cerca de 400 estudantes.

No entanto, diferente do que ocorreu no domingo, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) está funcionando normalmente, segundo a Secretaria Municipal de Saúde.

Playboy foi morto no último sábado, durante operação das polícias Civil, Federal e Militar. O traficante foi cercado por agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) que durante as investigações identificaram três endereços usados pelo bandido para dormir. O criminoso foi encontrado na casa da namorada, na Rua Ayrton Senna 40, e, ao perceber a chegada da polícia, tentou fugir e invadiu um outro imóvel, onde havia um homem e uma adolescente de 14 anos. Neste local, ele reagiu com uma pistola Glock, foi atingido por tiros no abdômen e no tórax e morreu a caminho do Hospital Federal de Bonsucesso. Quatro seguranças conseguiram fugir com fuzis.

Playboy foi morto durante ação no Morro da Pedreira Foto:  Divulgação
Playboy foi morto durante ação no Morro da Pedreira
Foto: Divulgação

O traficante foi sepultado no domingo, no Cemitério do Catumbi. Cerca de 50 pessoas compareceram ao local. A mãe de Playboy, Rosa Maria Pinheiro de Araújo, teve que ser medicada e desmaiou várias vezes durante o velório. A capela onde estava o corpo ficou cheia de coroas de flores, que chegavam a todo momento. Uma delas era dos morros do Zinco, da Mineira e do Querosene, todos do Complexo do São Carlos. Outra foi mandada por pessoas do Morro dos Macacos, em Vila Isabel. “Descanse em paz, guerreiro”, dizia a frase.

Playboy chefiava uma quadrilha que contava aproximadamente 300 pessoas. Ele era considerado o maior ladrão de cargas do estado e líder da facção Amigos dos Amigos (ADA). O Disque-Denúncia estabelecera recompensa de R$ 50 mil por informações sobre o traficante.

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