Maior “Parada Gay” do mundo deve reunir amanhã cerca de 3 milhões em SP

Lúcio Borges

Encontro inicia no MASP (Museu de Arte de São Paulo)

Um dos maiores eventos do Brasil, em especial da capital de São Paulo, e que se tornou tradicional nacionalmente e até mundial, acontece neste domingo, pela 21ª Parada do Orgulho LGBT (Lesbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros), que espera reunir pelo menos 3 milhões, no centro da Capital paulista. A Parada, também ‘polemica’ ou que causa debates e posições, em 2017, levando o tema: “Independente de nossas Crenças, nenhuma Religião é Lei. Todas e todos por um Estado Laico”. A manifestação oficial ou principal, promovida pela APOLGBT-SP (Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo) e a prefeitura, acontecerá durante toda tarde, das 12 às 18 horas, onde fecha movimentos, completando a semana, em dias que ocorreram diversas outras ações pela cidade de SP.

Veja abaixo, sobre a importância e como fica o planejamento do evento, bem como de toda região da cidade, com transporte, transito e demais detalhes, de acordo com o divulgado pela entidade e administração municipal. O evento amanhã (18), tem a concentração em frente ao MASP (Museu de Arte de São Paulo), a partir das 10 horas, como ocorre todos os anos, no movimento considerado o maior do mundo neste gênero. Instituída oficialmente no calendário da cidade pelo Decreto 57.014/2016, neste ano, conta com investimento de R$ 1,4 milhão da prefeitura, por meio da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania, para a infraestrutura do evento, que movimenta a economia da cidade.

As atrações são de pesos, tendo as cantoras Daniela Mercury, Anitta, Lorena Simpson e Naiara Azevedo entre as principais atrações, que percorrerá a caminhada/parada com 19 trios elétricos (veja abaixo) patrocinados por instituições e empresas que apoiam o movimento LGBT. O percurso será de aproximadamente 3,5 quilômetros, partindo da Avenida Paulista, seguindo pela Rua da Consolação. O show de encerramento será no Vale do Anhangabaú, com a cantora Tâmara Angel.

 

“A parada é, ao lado da Fórmula 1, o maior evento de fluxo turístico da nossa cidade, tem um impacto econômico de grande expressão. Além da causa, contribui para a economia, gerando renda, empregos e imagem internacional”, divulgou o atual prefeito de São Paulo, João Dória, que apesar de suas controversas, neste caso foi na linha de reconhecimento sempre feito pelas autoridades.

Ano passado e importância há 21 anos

A Parada 2016, teve o tema “Lei de Identidade de Gênero Já! Todas as pessoas contra a transfobia”, onde segundo levantamento feito pelo Observatório do Turismo, durante a edição, o gasto médio individual dos entrevistados na cidade foi de R$ 1.502,91, considerando despesas com hospedagem, alimentação, transporte na cidade e lazer. Já os paulistanos gastaram, em média, R$ 73,82 na Avenida Paulista durante a parada.

A presidente da APOGLBT/SP, Claudia Regina dos Santos Garcia, acredita que a parada tem uma função muito importante por tratar da questão da intolerância. Para ela, o evento é festivo, mas ainda não é possível comemorar, pois há muita violência e preconceito contra a comunidade LGBT. “Vamos para a avenida pedir respeito, lamentando as mortes. A parada é uma festa, mas um dia espero que seja uma festa mesmo, uma comemoração dos direitos conquistados e mantidos. Por enquanto é luta”, enfatizou.

A recém-empossada no cargo de secretária de Direitos Humanos e Cidadania do município, a ex-procuradora de Justiça Eloisa de Sousa Arruda, afirma que a parada é também uma oportunidade de se conscientizar sobre as questões LGBT. “Temos um momento que é festivo mas é também de reflexão, de chamar a atenção para a causa LGBT, que por vezes traz notícias de violência”.

De acordo com a secretária, os serviços de apoio do município, como os quatro centros de cidadania LGBT, é um dos compromissos assumidos. “Reafirmamos o nosso propósito de fortalecer os serviços de apoio em São Paulo”.

Começo – Transporte e Segurança

A Avenida Paulista será interditada a partir das 10 horas, no sentido Paraíso/Consolação, no trecho compreendido entre as ruas Teixeira da Silva e da Consolação e no sentido Consolação/Paraíso, entre a Rua da Consolação e a Avenida Brigadeiro Luis Antônio, permanecendo liberadas as transposições pela Avenida Brigadeiro Luis Antônio e as ruas Carlos Sampaio/Maria Figueiredo. A partir das 12h, a Rua da Consolação será bloqueada em ambos os sentidos. Haverá ainda bloqueios em diversos pontos próximos à Avenida Paulista. Para saber a situação das vias próximas, acesse cetsp.com.br.

Com os bloqueios de trânsito na região, a recomendação é de que as pessoas usem o transporte público. A melhor opção é ir de metrô e descer na Estação Trianon-Masp (Linha 2 Verde). Já as linhas de ônibus que atendem à região devem ter alterações em seus itinerários, utilizando caminhos alternativos. O site da SPTrans informa as alterações.

A prefeitura informou que a Guarda Civil Metropolitana e a Polícia Militar (PM) estarão mobilizadas no domingo para dar suporte ao evento. A Delegacia de Crimes de Intolerância também estará de prontidão caso ocorra algum caso de LGBTfobia durante o evento.

O trajeto contará com pontos de apoio, com atendimento médico, bombeiro, PM e ambulância, além do auxílio do Centro de Operações da Polícia Militar, por meio do monitoramento com câmeras de segurança. O encaminhamento para hospitais será regulado pela central do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Aproximadamente 700 banheiros químicos serão disponibilizados ao longo do percurso. Equipes da prefeitura farão a limpeza das ruas após o evento.

Ordem dos Trios

Abertura: Tema 2017

Famílias LGBT/Mães pela Diversidade

Prefeitura I

Prefeitura II

Prefeitura III

Prefeitura IV

Comerciários

Skol

Lésbicas e Bi

Gays e Bi

Segmento TT

Coletivos LGBT APEOESP/CUT

Juventude

Saúde HIV/Aids

Governo SP

Divinas Divas

Artistas da Noite LGBT

Uber

Paz

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