Mãe de irmãs assassinadas no Japão embarca para SP em busca de visto

7mariaMaria Aparecida Amarilha Scardin embarca para São Paulo na madrugada desta desta-feira (8) e quando chegar na cidade, deve ir direto para o Consulado do Japão para tentar concluir processo burocrático de visto e documentos sobre a guarda das netas de 5 e 7 anos. Ela pretende buscar as netas e trazê-las para o Brasil, junto com a urna, onde foi colocada as cinzas das filhas, e o cachorro da família.

As filhas de Maria, Michelle, 29 anos, e Akemy, 27 anos, foram assassinadas no distrito Ippongi-choum em Handa, cidade que fica a cerca de 330 quilômetros da capital Tóquio, no dia 30 de dezembro de 2015. O principal suspeito do crime é o ex-marido de Akemy, o peruano Tony La Rosa, que está preso.

Akemi vivia no local com os duas filhas dela, que estão sob proteção da polícia. Elas moravam há 12 anos no Japão.

A polícia acredita que o incêndio foi causado por gasolina, espalhada propositalmente no local após as duas mulheres serem mortas. Um galão de 5 litros de gasolina foi encontrado sobre a pia da cozinha.

Com o visto em mãos, a viagem de Maria deve demorar 36 horas. Após sair de São Paulo, ela deve para em Istambul, na Turquia, depois seguir para Tóquio. A empresa onde as filhas trabalhavam deve buscá-la e levá-la até o local onde estão os netos e apartamento das filhas. Ainda não se sabe quanto tempo ela deve permanecer no Japão.

AUXÍLIO

As passagens tanto de Campo Grande para São Paulo, como o bilhete para o Japão, com destino a Nagoya (que fica a cerca de 45 quilômetros de Handa), foram obtidas a partir de doações. Empresas e pessoas físicas estão auxiliando Maria Maruyama.

Quem puder ajudar, qualquer donativo pode ser feito diretamente na conta de Maria, no Banco do Brasil, agência 2951-3, conta corrente 13.176-8.

Ainda faltam recursos para pagar o serviço de cremação das duas jovens. Lá no Japão, a hospedagem será custeada a partir de familiares e pessoas da comunidade brasileira no país.

Comentários

comentários