Maduro ameaça com golpe militar caso haja “risco de destruição do chavismo” na Venezuela

Silvio Ferreira, com informações Agência EFE / Agência Brasil

Maduro convoca seus partidários para pegar em armas caso pressão popular ameace derrubar seu regime, que já matou 76 manifestantes em 3 meses de protestos contra o governo que levou a Venezuela a um colapso econômico. Foto: Reuters

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nesta terça-feira (27), durante um ato político em Caracas, que “o chavismo deveria ir às armas no país para fazer o que não pode ser feito com votos”, caso haja risco de seu regime político ser destruído no país.

“Se a Venezuela afundar no caos e na violência, se a revolução bolivariana for destruída, nós iríamos ao combate, nós jamais nos renderíamos e faríamos com as armas o que não se pode fazer com os votos. Libertaríamos nossa pátria com as armas”, ameaçou Maduro em cadeia nacional de rádio e televisão.

A declaração ocorre em um contexto de 76 manifestantes mortos depois de três meses de protestos contra a grave crise econômica e humanitária sob o governo Maduro. A crise no país vizinho é tão grave que estados brasileiros como Acre e Roraima têm enfrentado sérias dificuldades para atender emergencialmente a multidão de venezuelanos que foge do colapso econômico do regime bolivariano.

Maduro afirmou que seu governo é a “única opção” de paz no país. “Quem ninguém se engane: queremos a paz, somos homens e mulheres de paz, mas somos guerreiros”, completou o presidente.

Henrique Capriles: “Maduro declarou guerra aos venezuelanos” – Foto: El País

O líder da oposição Henrique Capriles disse que o presidente “declarou guerra” aos venezuelanos com as afirmações de hoje. Já Maduro afirmou que a escolha de uma Assembleia Nacional Constituinte para redigir uma nova Carta Magna para o país é o “único caminho para conseguir a paz” na Venezuela.

A Mesa da Unidade Democrática, principal aliança de oposição, chamou seus simpatizantes para continuar protestando nas ruas do país e para impedir que os centros eleitorais sejam usados para uma fraude no próximo dia 30 de julho, data marcada para a eleição da Assembleia Nacional Constituinte.

O governo de Maduro alertou que qualquer sabotagem ao processo eleitoral será punido com prisão.

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