Lutador que matou hóspede em hotel tem pedido de liberdade negado

O desembargador Luiz Gonzaga Mendes Marques indeferiu em caráter liminar o pedido de habeas corpus do lutador de jiu-jitsu Rafael Martineli Queiroz, de 27 anos, acusado de matar o engenheiro eletricista Paulo César Oliveira, de 49 anos, em um hotel em Campo Grande.

Lutador Rafael Martinelli é acuso de matar homem
Lutador Rafael Martinelli é acuso de matar homem

A decisão é do dia 12 de janeiro e foi publicada na edição desta terça-feira (19) do Diário Oficial da Justiça. O judiciário encaminhou o pedido de habeas corpus para parecer da Procuradoria de Justiça. A solicitação do acusado volta para o TJ e será julgada, em data ainda não marcada, pelos demais desembargadores da 2ª Câmara Criminal.

Rafael Martinelli está preso desde o último 18 de abril, quando foi autuado em flagrante pelo homicídio. Ele também já teve negado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS) pedido de habeas corpus.

Primeira audiência

Na audiência realizada nessa segunda-feira, a Justiça ouviu a dona do hotel onde aconteceu o crime, uma funcionária e o policial militar que participou da prisão do lutador. Além deles, o presidente da Federação de Jiu-Jitsu Desportivo de Mato Grosso do Sul (FJJDMS), Fábio Rocha, prestou depoimento como testemunha de defesa.

Segundo a empresária, o lutador teria arrombado quatro portas até entrar no quarto da vítima. O policial disse que Queiroz parecia transtornado, apesar de obedecer aos comandos. O oficial não confirmou a acusação de resistência por parte do acusado.

A advogada do lutador, Fábia Favarro, afirmou que a Justiça concedeu um exame de insanidade mental. Um perito já estaria acompanhando Queiroz. Em relação ao pedido de habeas corpus, negado em junho, ela vai recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Ainda serão ouvidas outras seis testemunhas, sendo duas de acusação e quatro de defesa. Por residirem no estado de São Paulo, os depoimentos serão por carta precatória, a partir de setembro.

O lutador acompanhou o depoimento nesta tarde escoltado por três policiais militares. Queiroz deve ser ser ouvido na próxima audiência que ainda não tem data marcada.

Crime

Ele é acusado de ter espancado até a morte o engenheiro eletricista, Paulo César de Oliveira, 49 anos, no dia 18 de abril. As imagens do circuito de segurança e testemunhas mostram que após discutir com a namorada por ciúmes, Rafael passou a agredi-la em um dos quartos onde estavam hospedados.

Amedrontada, a mulher de 24 anos fugiu pelos corredores pedindo socorro e foi perseguida. No decorrer do percurso, Rafael destruiu tudo o que via pela frente e se deparou com Paulo César observando pela fresta da porta. Ele o atacou violentamente, cometendo o assassinato.

O lutador foi detido em flagrante e segue preso na Capital para responder pelo crime de lesão corporal dolosa em relação à sua namorada, além do crime de homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e por recurso que dificultou a defesa de Paulo César e crime de resistência à prisão.

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