Locutores de loja agora são profissionais regulamentados na Capital

Marcio Nory em locução no centro da Capital
Marcio Nory em locução no centro da Capital

A Câmara municipal de Campo Grande criou uma Lei que a partir desta semana passa a valer para regulamentar o trabalho de pessoas que fazem locução ou anúncios de porta de lojas da Capital. A legislação, que teve autoria inicial do vereador Ademar Vieira Junior, o Coringa (PSD) foi promulgada na terça-feira (26) pelo presidente da Casa de Lei, João Rocha (PSDB), após ser aprovada pelo Legislativo, ir para sanção do prefeito, que não se posicionou e deixou voltar o Projeto de Lei à Casa, sem sanção ou veto. Após 30 dias de prazo fica a cargo e prerrogativa da Câmara fazer a direta promulgação, que ocorreu com a presença e felicidade da categoria, que pleiteou a regulamentação ao parlamentar.

De acordo com justificativa do vereador, a categoria lhe procurou e mostrou que como eles “não existiam” como classe trabalhadora e ou não havia nenhum legislação que tratava do assunto no comércio, os locutores e animadores que existem nas maiores cidades do Brasil, passaram a existir na Capital, mas vinham travando uma batalha contra fiscais que não permitiam que os mesmos desempenhassem suas atividades.

“Pessoas que querem ou arranjavam este serviço, que se expõe e tem que ter um grau de ousadia, eram impedidas de trabalhar honestamente. Os trabalhadores estavam ficando sem seus empregos, sendo coagidos com multas e houve até ameaças de prisões dos trabalhadores por parte do poder executivo que chegou acionar a guarda municipal. E com isso também, vinha os prejuízos a empresários, que contratavam e não podiam ter o serviço e um modo de propaganda para atrair e arrecadar mais”, explicou Coringa.

O vereador vinha lutando e pedindo a liberação da lei, criticou o prefeito por ações dos órgãos fiscalizadores e pelo não atendimento a categoria. “Há tempos os locutores vinha pedindo ao prefeito para liberar e não ser contra a atividade que gerava emprego. Mas, mesmo com os pedidos e até com o projeto já aprovado na Câmara, tramitado e esperando apenas uma sanção dele, que demonstrou toda uma insensibilidade para uma classe, mesmo ele também tendo sido radialista e locutor um dia. E tinha as fiscalizações e ameaças”, apontou Coringa.

Tornou-se Lei

A nova legislação em Campo Grande passou um mês sem uma resposta do Executivo e o presidente da Câmara promulga a lei e faz valer todo o esforço do vereador Coringa, após várias reuniões entre membros do executivo e a classe dos locutores para que se chegasse a um denominador comum. “Estamos felizes em saber que mais pais de família estarão levando sustendo as suas casas de maneira digna e sem receio de estar sendo perseguidos a todo momento no desempenho de suas funções”, ressaltou o vereador ao final da sessão, onde comemorou com membros do sindicato e foi parabenizado por demais vereadores pela iniciativa.

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