Líder do Governo, Delcídio nega recebimento de propina “citação é ‘absurda’

O senador Delcídio do Amaral (PT-MS), líder da presidente Dilma Rousseff no Senado, disse por meio de nota oficial publicada em seu site e em sua página em uma rede social na noite desta sexta-feira (16), que considerou “absurda” a citação do seu nome em uma nova deleção da Operação Lava Jato, em que é apontado que teria recebido propina quando a Petrobras comprou a refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.

Senador Delcídio do Amaral (PT-MS) (Reprodução / Internet)
Senador Delcídio do Amaral (PT-MS) (Reprodução / Internet)

O senador apontou ainda que “estranhou” que seu nome tenha sido citado novamente nessa investigação, “colocado em uma época em que era considerado um persona non grata’ por todos que estavam sendo investigados pela CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) dos Correios”, no qual exerceu a presidência.

No texto, Delcídio comenta também que foi apresentado a Fernando Baiano na década de 90 e que depois nunca mais o viu nem teve nenhum tipo de contato com o mesmo. Lembrou ainda que a própria Procuradoria Geral da República solicitou e foi atendida pelo STF (Supremo Tribunal Federal) no arquivamento de procedimentos em que o nome dele foi citado no âmbito destas investigações.

A citação de Baiano

A citação do suposto envolvimento do senador sul-mato-grossense no esquema foi feita por um dos delatores que fundamenta as investigações da Operação Lava Jato, Fernando Baiano. Ele contou que Delcídio teria recebido US$ 1 milhão ou US$ 1,5 milhão e que o dinheiro foi desviado do contrato da refinaria norte-americana e teria sido repassado para pagar a campanha do petista ao governo de Mato Grosso do Sul em 2006.

A compra da refinaria de Pasadena causou prejuízo de mais de US$ 790 milhões a Petrobras, segundo o TCU (Tribunal de Contas da União). Essa foi a primeira vez que um delator cita Delcídio como beneficiário de propina no contrato de Pasadena. O senador teria indicado Nestor Cerveró para diretoria Internacional da Petrobras, responsável pelo contrato de Pasadena, o que ele nega.

As informações relatadas por Baiano estão sendo apuradas por delegados e procuradores. O nome do senador sul-mato-grossense também é citado em um outro contrato da Petrobras, de navios-sonda. Baiano revelou um acerto envolvendo Delcídio, o presidente do Senado, Renan Calheiros, o senador Jader Barbalho e o ex-ministro Silas Rondeau, os três do PMDB.

E US$ 4 milhões desse contrato da Petrobras seriam desviados para pagá-los. As negociações avançaram e o valor final foi de US$ 6 milhões. Baiano disse que o operador desses pagamentos foi o lobista Jorge Luz. Barbalho e Calheiros também negaram as acusações e Rondeau não foi localizado para falar sobre a denúncia.

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