Levir acerta salários com o Santos, mas tempo de contrato é o maior impasse

O técnico Levir Culpi, desempregado, está bem próximo de um acerto com o Santos. O UOL Esporte apurou que diretoria santista e treinador chegaram a um acordo salarial.

Levir Culpi quer contrato mais longo, enquanto Santos oferece acordo até o fim do ano (Foto: Fluminense FC)

O ex-­técnico de Atlético-­MG e Fluminense receberá pouco menos de R$ 300 mil mensais por mês na Vila Belmiro.

Apesar do acordo financeiro, a contratação ainda não foi concretizada. Isso porque Levir Culpi e o
presidente Modesto Roma discutem o tempo de contrato.

Devido às eleições presidenciais do clube em dezembro deste ano, o mandatário santista espera que o treinador aceite um contrato curto: até o fim deste ano. Levir, inicialmente, pretende assinar um acordo até o fim de 2018, pelo menos.

Caso aceite comandar o Santos, Levir terá ordenado inferior ao seu antecessor, Dorival Júnior, que recebia cerca de R$ 400 mil mensais, após aumento salarial e premiações.

Inicialmente, Levir Culpi havia pedido R$ 350 mil, mas a diretoria santista não aceitou. A cúpula alvinegra já estava insatisfeita com o ordenado de Dorival Júnior. Eles reprovavam o custo beneficio.

Por conta disso, Levir ganhará entre R$ 250 mil e R$ 300 mil, dependendo de premiações por objetos alcançados.

A queda de Dorival

Dorival Júnior balançou no cargo em outubro do ano passado, durante o Brasileirão. A equipe foi eliminada nas quartas de final da Copa do Brasil contra o Internacional, que já estava em crise e posteriormente seria rebaixado. A recuperação e o vice-­campeonato nacional, porém, acalmaram as coisas.

A instabilidade voltou no Campeonato Paulista deste ano. O time havia chegado em dez finais consecutivas do Estadual, mas caiu precocemente nas quartas de final diante da Ponte Preta nesta temporada.

Já na Libertadores, o começo não foi dos melhores, com empate logo na estreia e mais pressão sobre Dorival. Na sequência, entretanto, o time se recuperou e terminou a fase de grupos na primeira colocação da chave 2, classificado às oitavas de final do torneio. Outro mata-­mata é o da Copa do Brasil. Garantido nas quartas, o Santos aguarda sorteio para conhecer o próximo adversário.

O problema mais recente no caminho de Dorival foi o início ruim no Campeonato Brasileiro. O clube venceu apenas uma vez e sofreu três derrotas nas quatro primeiras rodadas, o que deixou a equipe com três pontos e na 16ª posição, uma acima da zona de rebaixamento.

Outro fator que pesou contra o treinador foi o mau desempenho nos clássicos. Foram três disputados no Estadual, com três derrotas contra Corinthians, São Paulo e Palmeiras. Já no Brasileiro, o Santos amargou mais um revés no último sábado, ao sair da Arena Corinthians derrotado por 2 a 0, diante do time da casa.

No geral, até os números do primeiro semestre de 2017 mostram queda de rendimento em relação ao mesmo período do ano passado. Na atual temporada, são oito derrotas e quatro empates, com 48 gols marcados e 26 gols sofridos em um total de 27 jogos. No ano passado, até o dia 1 de junho, a equipe tinha apenas quatro derrotas e nove empates nos mesmos 27 jogos.

Somado tudo isso, prevaleceu a vontade de grande parte da torcida, além de conselheiros e dirigentes que não estavam satisfeitos com Dorival no cargo. O presidente Modesto Roma praticamente bancava o treinador sozinho, mas, depois das primeiras rodadas do Brasileiro, admitiu pela primeira vez a pessoas próximas que o técnico não era intocável e que não descartava mudanças.

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