Justiça torna réu casal Olarte e outros três acusados em três crimes

casalolarteA vida do ex-vice-prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte, e de sua esposa Andreia, realmente se transformou em escândalos e casos policial e de Justiça. Hoje (8), foi anunciado que o casal Olarte e outros três acusados, agora são réus e responderam processo judicial por compras suspeitas de imóveis na Capital e ou em uso de recursos ilícitos, até retirados do erário público. O TJ-MS (Tribunal de Justiça de MS) aceitou denúncia do MPE-MS (Ministério Público Estadual) derivada da Operação Pecúnia contra o ex-prefeito, que ocorreu em agosto deste ano e levou Olarte pela segunda vez a ser preso, bem como ocorreu a primeira prisão de Andreia Olarte. O casal, que à princípio era acusado de lavagem de dinheiro, passou um mês e meio preso em presídios da Capital, pois o STJ (Superior Tribunal de Justiça) e a Justiça de MS, negaram pedidos de Habbes Corpus, mantendo o casal preso então por tempo indeterminado

A aceitação do processo foi feita pelo juiz Olivar Augusto Roberti Coneglian, contra Olarte, Andreia Olarte, Ivamil Rodrigues de Almeida, Evandro Simões Farinelli e Christiane Gomes Camargo Farinelli. O quinteto forma um grupo, que agora virou réu em ação acusatória pelos crimes de associação criminosa e lavagem de dinheiro. Ao casal Olarte, ainda é imputado falsidade ideológica, em terceiro ato criminal.  O caso começou a tramitar em segundo grau, local do foro privilegiado do então ‘prefeito’. Mas, teve que ser remetido para a 1ª Vara Criminal, após Olarte renunciar no começo de setembro, ao cargo que foi eleito.

Segundo informações do processo, os três acusados: Ivamil, Evandro e Christiane ajudavam Gilmar e Andreia na compra de imóveis com preços até 15 vezes abaixo do mercado usando nomes de “laranjas”. Isso porque os valores reais eram completamente incompatíveis com a renda do casal. O casal ou a turma comprou pelo menos dez bens imóveis de alto valor em pouco mais de um ano. E os altos valores não eram ou são compatível com a renda dos mesmos.

Olarte e sua esposa no último dia 15 Foto: Ivan Silva
Olarte e sua esposa saindo de casa para a prisão em 15 de agosto (Foto: Ivan Silva)

As investigações apontaram a aquisição de todos os bens em 14 meses – de maio de 2014 a julho de 2015, período em que Olarte foi prefeito da Capital, após a cassação de Alcides Bernal, em março de 2014. O processo descreve que foram compradas três chácaras, cinco terrenos, dois imóveis em condomínio e iniciada a construção de casa orçada em R$ 1,3 milhão no residencial Damha 2, um dos mais luxuosos da classe alta em Campo Grande.

Denúncia x defesa

Os acusados foram intimados a apresentarem uma defesa preliminar assim que a denúncia foi entregue ao poder Judiciário, no mês passado. Olarte e a esposa não fizeram nenhuma defesa. Os demais tentaram desqualificar a denúncia, argumentos não aceitos pelo juiz Olivar Coneglian, responsável por acatar agora oficialmente o pedido do Ministério Público e tornar réus os cinco envolvidos.

A partir de agora, os réus serão intimados para se defenderem novamente dentro de dez dias após o recebimento da notificação.

Pecúnia – O casal Olarte chegou a ser preso no dia 15 de agosto, quando a operação, conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), foi realizada. Eles passaram 42 dias na cadeia e foram soltos.

Nessa terça-feira (8), em nova estratégia protelatória, os advogados que representavam Olarte e a mulher dele, José Carlos Veiga Junior e Jail Azambuja entregaram a carta de renúncia à Justiça Estadual abdicando da função.

Os nomes dos novos defensores ainda não foram divulgados, e assim, a defesa ganhará mais tempo devido a troca, e novos prazos processuais começam a correr. O fato é observado dentro do que prescreve a legislação do Direito brasileiro.

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