Justiça nega pedido de Puccinelli para reconsiderar fiança de R$ 1 milhão

G1/JN

A Justiça Federal negou nesta sexta-feira (12) o pedido da defesa do ex-governador André Puccinelli para que fosse reconsiderada a fiança de R$ 1 milhão. A informação foi confirmada na manhã deste sábado (13), pelo advogado do político, Renê Siufi, que apontou que até segunda-feira (15), quando vence o prazo de dois dias estipulado para o pagamento, que ele deverá entrar com um novo recurso. “Estou fora da cidade e ainda estudando para ver qual será recurso”, apontou o defensor.

O ex-governador é um dos investigados na quarta fase da operação “Lama Asfaltica”, chamada de “Máquinas de Lama”, que é conduzida por uma força-tarefa formada pela Polícia Federal, Controladoria Geral da União (CGU) e Receita Federal, que apura o desvio recursos públicos no governo do estado entre 2011 e 2014, na gestão de Puccinelli.

Segundo a Polícia Federal, Puccinelli se beneficiava do esquema de recebimento de propinas. “Entendemos que o governador anterior era beneficiário desse esquema criminoso. Ele sustentou essa situação com verbas do Bndes [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] o que justifica a atuação federal neste caso. Por meio de interpostas pessoas se beneficiava”, afirmou o delegado da PF e diretor regional de Combate ao Crime Organizado da unidade, Cléo Mazzotti, ao analisar o andamento da operação, que foi deflagrada na quinta-feira (11).

A Polícia Federal tinha pedido a prisão preventiva de Puccinelli, mas a juíza substituta da 3ª Vara de Campo Grande, determinou sua condução coercitiva para prestar esclarecimentos, o uso de tornozeleira eletrônica por entender que não havia fundamento para a prisão e o proibiu de sair de casa depois das 21h e de se ausentar da cidade por mais de dez dias sem autorização da Justiça. Estipulou ainda o pagamento de uma multa de R$ 1 milhão, como fiança e com prazo de penalidade até a próxima segunda-feira (15).

Caso não faça o pagamento a Justiça, a Justiça Federal pode adotar medidas restritivas ainda mais rígidas contra o ex-governador.

O advogado de defesa de Puccinelli, tem reafirmado que seu cliente não tem envolvimento no esquema e diz que o político não tem dinheiro para pagar a fiança de R$ 1 milhão, porque o dinheiro do ex-governador, cerca de 2,3 milhões, está bloqueado por decisão da própria Justiça. “É humanamente impossível ele pagar. “Ele tem o dinheiro, tem! Mas onde está o dinheiro? Está bloqueado na própria vara [da Justiça Federal]”, reiterou.

Um dos desdobramentos desta nova fase das investigações, conforme a Policia Federal, foi o bloqueio judicial no valor de até R$ 100 milhões, dos bens, de cada uma das pessoas e empresas suspeitas de envolvimento nos desvios de recursos públicos.

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