Justiça manda prender ex-secretário e ir depor 2 vereadores entre 23 chamados

scaffO Brasil, e em especial Campo Grande, nos últimos tempos, ‘vive’ por e em escândalos políticos-administrativos, que tem por consequências denuncias, operação policial e prisões, mesmo que temporárias. Assim, a terça-feira (20) amanheceu com nova operação e as prisões do Procurador da Câmara Municipal, André Luis Scaff e sua esposa Karina Campos Scaff. E além da condução do casal, teve ainda mais 22 pessoas, entre elas dois vereadores, sendo chamadas para prestar depoimentos em função de investigações, novamente, relativas a gestão na prefeitura de Campo Grande, em período do então prefeito Gilmar Olarte.

A PGJ (Procuradoria Geral de Justiça), que autorizou a nova operação, mas indeferiu a condução coercitiva dos envolvidos, também chamou para depor os vereadores Carlão e Flavio Cesar. A ação foi divulgada até o momento, tendo os motivos relacionados ao recebimento de propinas, sobretudo, a aditamentos e renovações de contratos com o Executivo Municipal, entre os anos 2014/2015. Scaff, que é Procurador do Legislativo, foi na época cedido e exerceu o cargo de titular da Seplanfic (Secretária Municipal de Planejamento e Finanças).

O Gaeco (Grupo de Operações Especiais e Combate ao Crime Organizado) cumpriu os mandados de prisão contra o casal Scaff, além disso, foi notificar para prestar depoimentos Mauro Scaff, os vereadores Carlos Augusto Borges (PSB) e Flávio César (PSDB), e ainda o ex vereador Paulo Pedra, entre os políticos.

Mas, o chamado para depoimentos também foi levado as pessoas de André Luis dos Santos, Andrea Santos de Lima, Ariel Raghiant, Carlos Augusto Copola, Guilherme Muller, João Abib Mansour, João Alberto Amorim, José Audax Oliva, José Luis Moreno, Bisogene, Luciano Fonseca Copola, Mariana Andrade Davila Souza, Omar Aparecido Moura, Orlando Torres da Silva, Pedro Marilto Vital de Paula, Reginaldo João Bacha, Ricardo Setine Figueiredo, Sandra Maristela Mandragon e Valdison Prado Rodrigues.

A Justiça indeferiu a condução coercitiva de todos os citados. Eles iram depor um a cada horário e sem serem levados obrigatoriamente.

Scaff 

O Procurador-Geral da Câmara Municipal e ex-secretário de finanças da Prefeitura de Campo Grande, André Scaff, é investigado por contratos pessoais envolvendo imóveis. Em maio desde ano, ele já foi alvo de mandado de busca e apreensão, em sua casa e gabinete da Câmara. Veja matéria completa, como o Página Brazil divulgou.

Naquele dia, foi divulgado que Scaff teve munições de arma de fogo encontradas em sua casa, por isso pela manhã foi encaminhado à Delegacia para prestar esclarecimentos, de onde saiu no fim tarde após pagamento de fiança.

A ação em maio, com o histórico de escândalos e atuação do Gaeco, ‘movimentou’ a Câmara Municipal de Campo Grande, que então recebia novamente, uma ação do Grupo. O novo ato do Gaeco levou as especulações sobre o desenrolar da então Operação Coffee Break, que afeta vereadores, ou, até novo fato envolvendo outras investigações em curso no Estado, que poderia envolver membros da Casa.

Contudo, naquele dia o promotor Marcos Dites, foi na Casa de Lei, em atuação que teria apenas como foco o procurador-jurídico do Legislativo, André Scaff. Naquele dia 19 de maio, o atual chefe procurador da Casa, Gustavo Lazzari, foi designado pela direção da Casa para explicar e ratificar que a ação não envolvia a Câmara em si e nenhum dos vereadores. Veja o vídeo em matéria do dia.

 

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