Justiça inocenta ex-prefeito por assassinato de presidente de Câmara

O ex-prefeito de Alcinópolis, Manoel Nunes da Silva, foi absolvido da morte do presidente da Câmara da cidade, Carlos Antônio Costa Carneiro.

Ex-prefeito foi absolvido de morte de vereador (Foto: Arquivo)
Ex-prefeito foi absolvido de morte de vereador (Foto: Arquivo)

Silva era acusado de ser o mandante do assassinato do vereador, ocorrido na Capital em 2010, quando a vítima saía de um hotel da cidade. Cabe recurso, no entanto, à decisão que inocentou o ex-prefeito.

O julgamento do caso ocorreu na quarta-feira (24). A absolvição foi proferida pelo juiz Aluizio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande.

De acordo com a denúncia, o vereador foi emboscado na saída do hotel Vale Verde, no bairro Amambaí, na Capital, em 26 de outubro de 2010.

Conforme a denúncia do MPE (Ministério Público Estadual), dois pistoleiros, Irineu Maciel e Aparecido de Souza Fernandes, foram contratados para matar o vereador.

Os tiros foram disparados, segundo o MPE, por Maciel, enquanto Fernandes conduzia a moto usada no crime. A dupla foi presa, no entanto, em flagrante logo após o assassinato quando se preparava para fugir do local do crime, por uma guarnição da PM que passava próximo ao hotel.

Os dois homens confessaram o crime. Eles disseram que foram contratados por Valdemir Vansan para a execução do vereador. Vansan também teria fornecido a arma usada no crime.

Os acusados disseram à polícia que receberiam R$ 20 mil pelo assassinato – sendo que R$ 3 mil já haviam sido entregues aos pistoleiros.

O motivo do crime, conforme o MPE, seriam desavenças políticas entre a vítima e o ex-prefeito.

 

Para absolver o ex-prefeito, o magistrado do caso justificou que não teriam provas que incriminassem Silva. No entanto, segundo o juiz, ele pode passar por novo julgamento caso surgirem indícios plausíveis de sua participação no assassinato.

O prazo máximo para a condenação do ex-prefeito, no entanto, expira em 2030.

Os pistoleiros foram condenados a 18 e 17 anos de reclusão, respectivamente, num primeiro momento. Uma revisão da Justiça, posteriormente, no entanto,  reduziu a pena para 16 e 15 anos.

 

O julgamento de Vansan ainda precisa ser agendado pela Justiça.

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