Justiça determina suspensão da greve dos médicos

A Justiça determinou nesta segunda-feira (18) a suspensão da greve dos médicos de Campo Grande sob pena de multa diária de R$ 30 mil. Esta é a segunda vez que os profissionais paralisam as atividades e a breve já dura três dias. Apenas 50% do efetivo está trabalhando.

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Segundo o Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul (Sinmed-MS), a entidade ainda não foi notificada sobre a decisão judicial e apenas metade dos profissionais está atendendo nas unidades de saúde.

Por enquanto, os médicos estão atendendo casos de urgência e emergência nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Centros Regionais de Saúde (CRSs)

Na decisão, o desembargador afirma que a greve só pode ser colocada em prática caso sejam frustradas as negociações entre as partes e que os médicos interromperam a negociação ao decidir entrar em greve sem apresentar contraproposta.

O desembargador considerou ainda que a paralisação por tempo indeterminado é irregular, já que a categoria presta serviços indispensáveis ao atendimento das necessidades da comunidade que, caso não sejam atendidas, coloca em risco a saúde e vida da população.

Na manhã desta segunda-feira, Sinmed-MS, o procurador da prefeitura de Campo Grande, Fábio de Castro, e Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MP/MS) se reuniram pela terceira vez para solucionar o impasse. A prefeitura se comprometeu a apresentar uma proposta até a terça-feira (19).

Conforme o MP/MS, a proposta deve levar em consideração as seguintes gratificações aos médicos: desempenho médico, incentivo básico ambulatorial, adicional de responsabilidade técnica e por trabalho noturno.

GREVE

Os profissionais entraram em greve no dia 6 de maio e decidiram voltar ao atendimento normal na terça-feira (12). O sindicato alega que a prefeitura não cumpriu o acordo firmado junto ao Ministério Público, que seria de retomar as gratificações que haviam sido cortadas e retomou a paralisação na sexta-feira (15).

Nesta segunda-feira (18), uma reunião foi realizada entre representantes do Sinmed-MS, Ministério Público Estadual (MPE) e Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), onde a Prefeitura se comprometeu a apresentar uma proposta na terça-feira (19).

Enquanto a proposta não é apresentada, os médicos continuam em greve, com apenas 50% dos funcionários atendendo os casos de urgência e emergência nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Centros Regionais de Saúde (CRSs) 24 horas, Não há atendimento ambulatorial.

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