Justiça determina o bloqueio de R$ 315 milhões de réus da Lama Asfáltica

O juiz Marcelo Ivo de Oliveira, atendendo pedido da Força Tarefa do MPE (Ministério Público Estadual) que coordena as investigações da Operação Lama Asfáltica em nível estadual, determinou o bloqueio de bens de vários denunciados, até o valor total de R$ 315 milhões, de 21 investigados.

Os promotores que integram o grupo montado para conduzir a Lama Asfáltica Foto Paulo Francis
Os promotores que integram o grupo montado para conduzir a Lama Asfáltica Foto Paulo Francis

Estão na lista o ex-prefeito de Campo Grande Nelson Trad Filho, os ex-secretários de Obras, João Antonio de Marco, Semy Ferraz e Valtemir Alves de Brito, além de servidores e empreiteiros.

A medida tem caráter cautelar, para que ao final, caso sejam condenados, fiquem assegurados recursos para o ressarcimento dos prejuízos ao erário. As pessoas e empresas denunciadas respondem a ação civil pública por dano ao patrimônio público. A decisão é datada de 16 março último.

Segundo o despacho do juiz, estão com bens indisponíveis Sylvio Cesco, João Paron Maria, Bertholdo Figueiró Filho, Elisas Lino da Silva, Fátima Rosa Moral, Ivane Vanzella, Vera Lúcia Ferreira Vargas, Selco Engenharia, Uilson Simioli, Denis Simioli, Gerson Nina Prado, Abimael Lossavero, Caio Trindade, Luziano Neto, Asimix Ltda, Paulo Roberto Álvares e Michel Issa Filho.

Este é apenas um dos 16 inquéritos concluídos e remetidos ao Judiciário pela Força Tarefa, relativos à Lama Asfáltica. Anteriormente, os promotores já haviam conseguido o bloqueio de R$ 84 milhões das contas dos investigados, conforme o que foi anunciado no início de fevereiro deste ano, quando as investigações completaram seis meses. As investigações prosseguem, mas a Força Tarefa tem evitado dar detalhes.

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