Justiça decide que vereadores não serão afastados dos cargos

Os 17 vereadores investigados na Operação Coffee Break, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), não serão afastados do cargo. Essa é a decisão do desembargador Luiz Cláudio Bonassini, confirmada na manhã de hoje (1º).

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Justiça negou afastar 17 dos 29 vereadores da Câmara Municipal.

Na mesma decisão, Bonassini mandou prender o prefeito afastado Gilmar Olarte e o empresário João Amorim, pivô de todos os grandes escândalos políticos do ano em Campo Grande, e centro das investigações da Lama Asfáltica.

O pedido era para afastar os vereadores: Ademar Vieira Júnior (PSD), o Coringa; Carla Stephanini (PMDB); Carlos Augusto Borges (PSB), o Carlão; Edil Albuquerque (PMDB); Edson Shimabukuro (PTB); Eduardo Romero (PTdoB); Flávio César (PTdoB); Chiquinho Telles (PSD); Gilmar da Cruz (PRB); Jamal Salem (PR); João Rocha (PSDB); Airton Saraiva (DEM); Otávio Trad (PTdoB); Paulo Siufi (PMDB); Vanderlei Cabeludo (PMDB); Delei Pinheiro (PSD) e Waldecy Batista Nunes (PP), o Chocolate. O Poder Legislativo tem 29 parlamentares.

Os pedidos de prisão ocorreram após a Operação Coffee Break, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), que investiga compra de votos para a cassação de Alcides Bernal.

Na primeira fase, realizada em 25 de agosto, a Coffee Break afastou o vereador Mario Cesar (PMDB), então presidente da Câmara. Na mesma data, Gilmar Olarte (PP) foi afastado da prefeitura de Campo Grande.

Nesta segunda etapa, a Justiça deferiu as prisões de Olarte e do empresário João Alberto Krampe Amorim dos Santos, proprietário da Proteco Construções Ltda. Amorim é apontado como articulador da cassação. Em depoimento ao Gaeco, ele negou interferência e disse que torcia pela derrocada de Bernal na condição de cidadão.

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