Após STJ, Justiça de MS decide manter casal Olarte preso por tempo indeterminado

O vice-prefeito afastado de Campo Grande, Gilmar Olarte (Pros), a esposa dele, a ex-primeira dama Andréia Olarte (Pros), o corretor de imóveis Ivamil Rodrigues e o empresário Evandro Farinelli vão permanecer presos. O TJ-MS (Tribunal de Justiça de MS) acatou pedido do procurador-geral do MPE-MS (Ministério Público do Estado), Paulo Cezar dos Passos, para converter o mandado de prisão temporária (de cinco dias) para preventiva (sem prazo definido).

Se não houvesse a decisão favorável ao MPE, eles seriam soltos na meia noite deste sábado (20). A prisão cautelar não é passível de recurso, mas a defesa pode tentar um habeas corpus. Contudo, como o Página Brazil noticiou, o STJ (Superior Tribunal de Justiça), na manhã desta sexta-feira (19), já rejeitou um pedido de habeas corpus , impetrado pelo advogado do casal, Jail Azambuja, para ter retirado os dois da prisão, antes mesmo de findar a então prisão temporária.

Preso, o casal Olarte alegou perseguição política, como o mostra o vídeo do Página Brazil.

Olarte e sua esposa no último dia 15 Foto: Ivan Silva
Olarte e sua esposa na saída da residência para prisão no último dia 15 (Foto: Ivan Silva)

Olarte, que foi preso pela segunda vez, na última segunda-feira (15), permanecerá detido no Presídio Militar, e, Andréia deve retornar ao Garras (Delegacia de Repressão a Roubo a Banco e Resgate a Assaltos e Sequestros). Na Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico), onde estava anteriormente, Andreia passou mal por causa do odor de entorpecentes que ficam alojados nas dependências da unidade e teve que ser encaminhada para um hospital da Unimed. Após atendimento clínico, que foi efetuado pelo médico e vereador Jamal Salem, ela foi transferida para a sede do Garras.

A medida visa proteger a investigação do Gaeco, (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) na Operação Pecúnia, que apura a suspeita dos crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e falsidade ideológica. Além deles, foram presos Evandro Simôes Farinelli e Ivamil Rodrigues de Almeida.

As investigações tiveram início a partir dos dados obtidos com a quebra do sigilo bancário de Andréia Olarte e de sua empresa, a Casa da Esteticista. De acordo com o MPE (Ministério Público Estadual), entre os anos 2014 e 2015, enquanto Gilmar ocupava o cargo de prefeito, “sua esposa adquiriu vários imóveis na capital, alguns em nome de terceiros, com pagamentos iniciais em elevadas quantias, fazendo o pagamento ora em dinheiro vivo, ora utilizando-se de transferências bancárias e depósitos, os quais, a princípio, são incompatíveis com a renda do casal”.

“Para isso, o casal Olarte contou com a ajuda de Ivamil Rodrigues, corretor de imóveis e braço direito do casal nas aquisições imobiliárias fraudulentas e Evandro Farinelli, pessoa que cedia o nome para que as aquisições fossem feitas em nome de Andreia Olarte”, complementa a assessoria do MPE.

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