“Junho Verde” é aberto na Capital em debate na Câmara nesta manhã de 5ª feira

Lúcio Borges

Animais no Parque das Nações bem próximos com centro urbano da Capital ao fundo

Campo Grande a partir deste ano, institui o “Junho Verde”, que deverá ter um mês de ações de conscientização para o Meio Ambiente, que tem diversos dias falando do tema, entre a especial e data maior, o Dia Mundial do Meio Ambiente e Dia da Ecologia, no próximo dia 5. Assim, dando início às programações, na sessão ordinária desta quinta-feira (1º) da Câmara de Vereadores, ocorreu a participação da engenheira, perita e gestora ambiental, Ana Cristina Franzoloso, que falou da importância em se tratar dos assuntos ligados ao contexto todo ambiental, mas em especial detalhou, sobre a destinação correta dos resíduos sólidos para melhoria do meio ambiente da Capital.

Ana Cristina usou a Tribuna Participativa a convite do vereador Gilmar da Cruz, que foi autor da Lei que criou o “Junho Verde”. A nova legislação menciona a conscientização para ações sustentáveis em prol do Meio Ambiente, descrevendo ou ressaltando o Dia Nacional da Educação Ambiental em 3 de junho; Dia Mundial do Meio Ambiente e Dia da Ecologia em 5 de junho; Dia dos Catadores de Materiais Recicláveis: 7 de junho; e Dia do Combate à Deserfiticação e à Seca: 17 de junho.

A gestora ambiental, falou que hoje, o mais importante para o Meio Ambiente é Educação Ambiental, que alcance ou mesmo parta ou seja repassada do individual para o coletivo. “Só em Campo Grande, com quase um milhão de habitantes, produzimos cerca de 700 toneladas de resíduos sólidos por dia. Nós, gestores ambientais, não colocamos a expressão lixo, usamos rejeito e resíduo. Resíduo é tudo que pode ser processado e transformado em novos produtos, já o rejeito é tudo aquilo que não tem mais função. Os resíduos precisam, sim, ser reciclados e transformados em novo produtos para o mercado, que começa com ação de cada cidadão, em casa”, abriu Ana sua fala na Tribuna.

A profissional lembrou ainda que a maior parte do que descartamos seria reaproveitável e não precisaria ir e encher “lixões” ou ainda pior degradar áreas ou de certa forma todo o Meio Ambiente. “Hoje 70% do que é descartado pode ser transformado em novos produtos. O resíduo domiciliar urbano não deve ir para um lixão ou aterro, deve ir para uma usina, para geração de energia para um município com mais de 200 mil habitantes. O pneu é pode ser transformado em asfalto ecológico, com mais qualidade que o asfalto tradicional. Os resíduos da construção civil, que é uma problemática no nosso município, podem ser transformados em blocos e tijolos ecológicos, além de areia, pedra brita e rachão “, afirmou.

Reunir esforço e ações

Lixão de Campo Grande

A engenheira e perita ambiental destacou ainda que soluções realmente concretas para a questão dos resíduos sólidos só vão acontecer a partir da união da gestão pública e privada e os cidadãos. “Tudo começa com a consciência e a educação ambiental, inicia com o indivíduo, que precisa ter conhecimento e entender sua responsabilidade num planeta com tamanha geração de resíduo. Esse individuo é o estrategista de hoje e o estrategista de amanhã”, mencionou.

“Hoje, damos início ao ‘Junho Verde’, incentivos de programas de educação são sempre relevantes quando se pensa em solução. Precisamos entender que soluções efetivas e eficazes existem, precisamos implantar projetos com a sociedade unida à gestão pública e privada”, finalizou Ana Cristina.

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