Juiz manda a júri acusado de matar professor na rua Maracaju

Suspeito de matar o professor de informática Bruno Soares da Silva Santos, de 29 anos, em uma escola de informática. no dia 16 de março deste ano, Francimar Câmara Cardoso, 31 anos, vai responder ao crime no tribunal do júri.

Francimar Câmara quando se apresentou à Polícia Civil
Francimar Câmara quando se apresentou à Polícia Civil

A decisão é do juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, Aluízio Pereira dos Santos, que pronunciou o réu no artigo 121, parágrafo 2º, inciso IV, que qualificou o caso como homicídio qualificado com recurso que dificultou a defesa da vítima.

Além de determinar a realização do julgamento, o magistrado negou o pedido de Francimar para responder ao processo em liberdade. Ele também já teve o habeas corpus negado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.

Em depoimento à Justiça, Francimar afirmou que pretendia dar um susto no professor. Ele alegou que ficou muito nervoso após a esposa acusar Bruno de lhe assediar no serviço.

Antes de decidir pela pronúncia do réu, o juiz ouviu 14 testemunhas de defesa e de acusação. O promotor de Justiça, Humberto Lapa Ferri, deu parecer pelo júri pelo crime de homicídio doloso e que dificultou a defesa da vítima. Já o defensor público Ronald Calixto Nunes, optou por debater o caso em plenário, durante o júri.

Se não for apresentado nenhum recurso, o caso vai, agora, para a marcação do julgamento.

CASO

A mulher de Francimar relatou à polícia que trabalhava com ele e que, no dia 23 de fevereiro deste ano, foi abordada pelo rapaz quando estava em um ponto de parada de ônibus na Rua Maracaju, próximo da empresa, a caminho de casa. Ela disse ter sido levada por ele para um corredor, onde teria sido molestada.

Dias após o ocorrido, ainda segundo a versão da mulher, ela foi para a casa de parentes na cidade de Aquidauana com o marido, e resolveu contar o que teria acontecido. Para ‘assustar’ Bruno, Francimar pegou uma espingarda com registro de roubo, e foi até a escola. No local, perguntou pelo professor e depois de se certificar de quem ele era, atirou.

O suspeito usou um carro locado pela empresa para a qual trabalha, de automação bancária, para ir até lá. Na fuga, abandonou o veículo próximo do Terminal Júlio de Castilho. O irmão dele, também foi denunciado pela polícia e responde pelo crime de porte ilegal de arma de fogo, já que a arma utilizada no crime teria sido entregue por ele.

No correr das investigações, a denúncia de violência sexual não se confirmou, configurando o homicídio qualificado, cuja pena máxima é de 30 anos de reclusão.

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