Juiz decretou a prisão de 9 pessoas que integravam “organização criminosa” de licitações

O juiz Carlos Alberto Garcete decretou a prisão temporária, por cinco dias, de nove investigados na Operação Lama Asfáltica.

Uma força-tarefa composta por Polícia Civil, Militar e Ministério Público Estadual (MPE) foi responsável pela prisão na manhã desta terça-feira (10). Entre os presos estão o ex-secretário de Obras, Edson Giroto, o empreiteiro João Amorim e a secretária dele, Elza Amaral.

Alguns presos foram levado para o Garras Foto Paulo Francis
Alguns presos foram levado para o Garras Foto Paulo Francis

A lista é composta ainda pela ex-presidente da Agesul, Maria Wilma Casanova Rosa, o ex-presidente do órgão, Wilson Tavares,, os engenheiros Átila Garcia Gomes, Tiago de Souza, Maxwell Thomé Gomez, Rômulo Tadeu Menossi e o ex-deputado estadual Wilson Roberto Mariano de Oliveira, o Beto Mariano. Todos eram protagonistas e ligados a secretaria de Obras do Estado.

Os mandados de prisão foram solicitados pela 29ª Promotoria de Justiça sob comando do promotor Thalys Franklyn de Souza

A operação foi deflagrada depois de relatório da Secretaria de Obras que revelou má execução na recuperação da MS-228, em Corumbá. A empreiteira Proteco Construções era a responsável pela obra.

Os mandados de prisão foram distribuídos entre as delegacias de Campo Grande e os acusados foram encaminhados para o Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Assalto a Banco e Sequestro), Denar (Delegacia de Repressão ao Narcotráfico) e Derf (Delegacia Especializada de Roubos e Furtos).

De acordo com o Tribunal de Justiça, o grupo formou uma organização criminosa que obtinha vantagens em licitações.

“Há farta documentação a indicar, prima facie, que, possivelmente, consolidou-se uma organização criminosa com objetivo de auferir vantagens ilícitas em contratos administrativos de obras e serviços com o Estado de Mato Grosso do Sul, consistente em falsificações de medições e outras ações escusas que objetiva receber por serviços não realizados ou realizados de forma insuficiente”, disse o juiz Garcete.

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