Jogadores do Chile criam grupo de WhatsApp sem Bravo e dão nome irônico: ‘La Roja sem dedos-duros’

Da ESPN

 

Grupo ganhou nome de ‘La Roja sem dedos-duros’

Após dar vexame e não se classificar para a próxima Copa do Mundo, terminando as eliminatórias da Conmebol em 6º lugar e ficando fora até da zona de repescagem, a seleção do Chile segue em ebulição.

Segundo o jornal La Tercera, o grupo de atletas mais influentes do elenco, formado pelo volante Arturo Vidal, pelos zagueiros Gary Medel e Gonzalo Jara e pelo atacante Jean Beausejour, criou um grupo de WhatsApp e não incluiu Bravo, que originalmente fazia parte da turma chamada de “Banda Pitillo“.

Pior ainda: o quarteto deu ao grupo do aplicativo um nome bastante irônico: “La Roja sin sapos“, o que em português poderia ser traduzido como “La Rojasem dedos-duros”.

A revolta com Bravo ocorreu depois que a esposa do goleiro do Manchester City, Carla Pardo, disparou uma série de críticas contra o elenco chileno após a eliminação, dizendo que muitos atletas chegavam bêbados para os treinos da seleção.

“Sei que enquanto tinham aqueles que lutaram até o fim, outros iam para festas e inclusive não conseguiam treinar de tão bêbados que estavam. Para quem a carapuça servir, que coloque e que deixe de chorar, porque hoje quem chora é um país inteiro”, declarou Carla, em seu Instagram.

A postagem da esposa rachou de vez o elenco do Chile. Em entrevista ao jornal El Mercurio, um jogador que não quis se identificar chamou Bravo de “traidor” por ter vazado situações de vestiário para sua mulher, e rebateu as pesadas críticas com outras acusações.

“Ele (Bravo) não era um santo e sua família sai dando cátedras de ética, o que não é aceitável. As coisas internas são internas, o resto é traição”, afirmou o atleta anônimo.

Segundo o La Tercera, o próximo técnico que quiser assumir La Roja encontrará um elenco totalmente dividido e terá vida muito difícil se quiser fazer a equipe retomar o caminho das glórias, como em 2015 e 2016, quando o time sagrou-se bicampeão da Copa América.

“Este barril de pólvora em que se converteu o vestiário de La Roja será sem dúvida um dos primeiros problemas que terá que ser confrontado pelo novo técnico da seleção. É uma situação complexa e que irá requerer muito jogo de cintura para recuperar a confiança dos jogadores neles mesmos e nos companheiros”, analisou o jornal.

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