João Rocha garante que pesquisa sobre avaliação de vereadores não será paga pela Câmara

O presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Prof.João Rocha (PSDB), declarou, em entrevista ao portal Página Brazil, que “pode ter havido alguma interpretação equivocada sobre a forma da realização de uma pesquisa sobre a imagem dos integrantes do Legislativo municipal junto à população campo-grandense.” A pesquisa, que deve ser realizada a partir de fevereiro, foi anunciada nesta semana em entrevista à imprensa, pelo presidente da Casa.

 Foto Silvio Ferreira
Foto Silvio Ferreira

Questionado se tal pesquisa é cabível diante da atual crise econômica e da necessidade de medidas de austeridade e principalmente de existir a possibilidade de que a mesma venha ser questionada na Justiça caso empregue recursos públicos – já que a Câmara Municipal não é um partido político -, o presidente da Câmara frisou:

“Eu concordo perfeitamente com a indagação e é até importante que tenhamos a oportunidade de prestar este esclarecimento, pois o que eu afirmei pode ter sido mal interpretado. Está havendo uma distorção. O que se cogita é levantar qual é a avaliação da população sobre a legislatura municipal em uma pesquisa que seria contratada pelos próprios vereadores, individualmente, ou ‘cotizada’ por aqueles que apoiarem o levantamento”, explicou João Rocha.

“Nada será feito fora da legalidade. Diante da minha responsabilidade pela gestão dos recursos da Casa posso garantir que tudo será realizado com foco no que determina a lei orgânica, o regimento interno. Nós somos legalistas, não podemos ser os primeiros a infringir às leis que nós mesmos propomos”, defendeu.

As questões a serem propostas pela pesquisa – que ainda não tem data prevista para a realização, mas a princípio, seriam realizadas a partir de fevereiro ou março -, ainda serão definidas pelos vereadores que apoiarem o levantamento, assim como a empresa que realizará o levantamento, mas basicamente, buscarão identificar qual é o perfil ideal de um vereador, que venha ao encontro das expectativas da população para as eleições proporcionais do ano que vem e a avaliação individual dos integrantes da atual legislatura, que nos dois últimos anos passou por um período extremamente conturbado.

Durante a atual legislatura a rotina da Câmara incluiu a cassação do prefeito Alcides Bernal (PP), em março de 2014, por improbidade administrativa; uma investigação em curso do MPE (Ministério Público Estadual) sobre a suposta negociação de votos no processo de cassação de 2014 – em que a entidade chegou a pedir o afastamento de 17 vereadores, solicitação não acatada pela Justiça -; a renúncia de um vereador investigado por envolvimento em um esquema de prostituição de menores, e a cassação de vereadores condenados por compra de votos e quebra de decoro parlamentar.

Diante do cenário descrito, qualquer que seja o resultado, o prognóstico pode não ser nada animador.

Silvio Ferreira

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