Irmã de João Amorim, deputada pede para Capital não reeleger Bernal

AntonietaO processo eleitoral em Campo Grande foi um dos assuntos em discursos de deputados na sessão desta quarta-feira (17) da AL-MS (Assembleia Legislativa de MS). E como vem ocorrendo nos últimos quatro anos, o atual prefeito e agora candidato a reeleição Alcides Bernal foi o mais ou alvo principal dos ataques e até de ‘pedido oficial’ para que os eleitores da Capital, não reeleja para o cargo. As criticas foram iniciada pela deputada Antonieta Amorim (PMDB), que é irmã do empresário João Amorim, um dos maiores desafetos do atual prefeito e que por causa dele ou mesmo de outros fatos, está com problemas na Justiça, acusado de envolvimento em diversos crimes contra a administração municipal e também do Governo do Estado. Amorim, tem as supostas ou reais ações incriminatória, que se iniciaram a partir do inicio da gestão de Bernal, que derrubou grupo político-administrativo peemedebista e do empresário que tomavam conta da Prefeitura por cerca de 20 anos.

A deputada também já foi mencionada pelas denúncias, que envolvem seu irmão Amorim, que até já se tornou réu e responde processo judicial, na Justiça Federal, que acatou as denúncias feitas pelo MPF (Ministério Público Federal em MS), em ações investigadas pela então Operação Lama Asfáltica, de âmbito estadual, por desvios de dinheiro de obras públicas do Estado. Ele também, pode virar novamente réu, aguardando decisão do Tribunal de Justiça de MS, após ser denunciado pelo MPE (Ministério Público Estadual), no caso da Operação Coffee Break. Esta surgiu em segunda demanda da própria Lama Asfáltica, e investigou a cassação de Bernal em 2014, que segundo o MPE foi uma armação e conluio criminoso comandado por Amorim, vereadores e políticos como o o ex-governador Andre Puccinelli e o ex-prefeito Nelsinho Trad, também ex-marido da parlamentar.

Contudo, Antonieta Amorim não usou a tribuna para falar diretamente de Bernal, a não ser no fim do seu discurso, que citou o próximo voto do eleitorado campo-grandense. A deputada em seu pronunciamento, na maior parte, usou para expressar a importância dos gestores como agentes diretos do crescimento de uma cidade. A parlamentar disse que Campo Grande enfrenta graves problemas e sofre com a queda no ritmo de desenvolvimento. “O que faz os secretários que são a base do trabalho de uma administração, mas também o Prefeito, que gere todos e deveria ter conhecimento mesmo que indireto de tudo. Me dói muito como mãe, mulher, ser humana em ver esta falta de gestão em nosso município, tanto pela administração em si, como acima de tudo nas consequências que a mesma dá para atingir a população. E no caso, como politica, pois vemos e em especifico sabemos pro exemplo das dividas, que não são arrumadas e não podemos ajudar, com o que nos cabe em enviar ou repassar emendas e outras demandas”, apontou a deputada.

Deputado Cel. David que recentemente ocupou a tribuna para fazer denúncia sobre IMPCG da prefeitura

Na esteira, outros deputados também discutiram e apontaram, segundo eles, a situação de abandono em que se encontra a Capital e o reflexo disso na sociedade. Em aparte, os deputados Coronel David (PSC), que é candidato a prefeito, e, Professor Rinaldo (PSDB) também se alongaram em discursos sobre a atual gestão municipal.

Sem nada feito, não há como votar

Antonieta citou os conflitos, desafios e demandas da capital sul-mato-grossense. Segundo ela, não há políticas públicas formuladas para enfrentar as atuais adversidades e as eleições ou o eleitorado tem que muito bem também avaliar isto. “Campo Grande tornou-se a terra das oportunidades não aproveitadas. Contas públicas descontroladas, obras paradas, recursos perdidos, ruas esburacadas, material escolar e uniforme sem qualidade, educação infantil esquecida e a população abandonada”, enfatizou.

Assim, a deputada entre as palavras dos temas, citava ou permeava com o processo eleitoral e foi taxativa ao mencionar que há muitos candidatos e que todos tem direito de ser. Mas, o eleitor tem que ver a qualidade e não votar em quem não fez. “Todos os candidatos tem suas qualidades, mas um (Bernal) já mostrou que não tem capacidade e peço ou lembro a população, a todos nós, que possamos votar em qualquer um dos candidatos postos, mais menos em um ou em quem já teve oportunidade e não fez nada ou até ao contrario, piorou a situação”, finalizou Antonieta.

Porém, a parlamentar encerrou seu discurso, garantindo que continuará fazendo sua parte, encaminhando indicações à Prefeitura de Campo Grande, no sentido de resolver os problemas nos bairros.

Denúncia a Justiça pela Coffee Break

Grupo de 24 investigados na Operação Coffee Break foi denunciado no dia 31 de maio, pela PGJ (Procuradoria-geral de Justiça), por envolvimento no suposto esquema para cassar Alcides Bernal (PP), em 2014. Divididos, alguns deles responderão por dois tipos de crimes, associação criminosa e corrupção.

No grupo “associação criminosa” estão aqueles que teriam organizado e planejando as ações para que o esquema para a cassação do prefeito desse certo. Já os que foram denunciados por “corrupção ativa”, seriam os responsáveis pelo trabalho a campo, de conversar com os vereadores para convencê-los a votar pelo afastamento de Bernal. Já os vereadores foram denunciados por “corrupção passiva”, por terem aceito vantagens para votar pela cassação.

O empresário João Amorim e o ex-deputado Edson Giroto (Reprodução)
O empresário João Amorim e o ex-deputado Edson Giroto que são acusado pela Lama Asfáltica

A lista é liderada pelos empresários João Alberto Krampe Amorim dos Santos, João Baird, André Puccinelli (PMDB), o vice-prefeito afastado da Capital, Gilmar Olarte (Pros), e 14 vereadores. Veja a relação completa abaixo:

DENUNCIADOS NA COFFEE BREAK

ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA:
• Gilmar Olarte – vice-prefeito
• João Amorim – empresário
• João Baird – empresário
• Mario Cesar – vereador
• Fábio Machinsky – empresário
• Airton Saraiva – vereador
• Flávio César – vereador
• André Puccinelli – ex-governador
• Nelson Trad Filho – ex-prefeito
• Luiz Pedro Guimarães – empresário
• Raimundo Nonato de Carvalho – empresário
• André Scaff – procurador da Câmara
• Carlos Naegele – empresário

CORRUPÇÃO ATIVA:
• Gilmar Olarte
• João Amorim
• João Baird
• Mario Cesar
• Fábio Machinsky
• Airton Saraiva
• Flávio César

CORRUPÇÃO PASSIVA:
• Edil Albuquerque – vereador
• Carlos Borges (Carlão) – vereador
• Edson Shimabukuro – vereador
• Gilmar da Cruz – vereador
• Eduardo Romero – vereador
• Jamal Salém – vereador
• João Rocha – vereador
• Alceu Bueno – ex-vereador
• Otávio Trad – vereador
• Paulo Siufi – vereador
• Waldeci (Chocolate) – vereador

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