Investigados na Lama Asfáltica são exonerados do governo

Investigado na Operação Lama Asfáltica deflagrada pela Polícia Federal, Hélio Yudi Komiyama e Márcia Álvares Machado Cerqueira foram exonerados dos cargos na Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) e Seintrha (Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação), respectivamente.

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O gerente de obras é acusado de corrupção e fraudes em contratos públicos e está sendo investigado pela Polícia Federal. Os atos do governador Reinaldo Azambuja (PSDB), que é retroativo ao dia 7 de setembro, foram publicados no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (23).

Além do salário, Komiyama recebia pelo DGA-2 , que corresponde a R$ 1.914,87, com até 100% de adicional, podendo chegar a R$ 3.829,74. Ele atuava como Coordenador de Empreendimentos Viários e foi substituído por Helianey Paulo da Silva em julho. Hélio perdeu o cargo, mas segue como servidor do Executivo até o fim das investigações.

Márcia tinha cargo de gerência executiva e assessoramento, com DGA-4, recebendo R$ 1.005,17 e adicional de até 100%, que chegava a R$ 2.010,34.

Além deles, no dia 9 de julho, quand foi deflagrada a Operação Lama Asfáltica, o juiz federal Dalton Igor Kita Conrado afastou Wilson Roberto Mariano de Oliveira e Marcos Tadeu Enciso Puga por 60 dias.

Conforme a PF, entre novembro e dezembro de 2014, o gerente de Obras Viárias da Agesul recebeu orientações dos superiores hierárquicos de dentro do governo para que fossem concluídas todas as obras em andamento, sob pena dos prestadores de serviços ficarem sem receber.

Lama Asfáltica

A Operação Lama Asfáltica, deflagrada em julho, realizou 19 mandados de busca e apreensão na casa de empreiteiros e políticos de Mato Grosso do Sul para investigar o prejuízo de R$ 11 milhões na construção de obras com recursos federais.

Na avaliação da Polícia Federal, Amorim contou com a ajuda da gestão de Puccinelli para montar uma organização criminosa que atuava em várias obras do governo do Estado, com direcionamento de licitação e superfaturamento.

Foram feitas buscas na casa do ex-deputado federal Edson Giroto (PMDB), que atuou como secretário de Obras de Puccinelli e também são investigados Maria Wilma Casanova, adjunta na Secretaria de Obras, Hélio Yudi, fiscal terceirizado, Marcos Puga servidor da Agesul, Beto Mariano, Edmir Fonseca Rodrigues, Márcia Alvares, Newton Stefano e André Luiz Cance, além dos empresários João Alberto Krampe Amorim dos Santos, Elza Araújo (sócia dele) e Rômulo Menossi.

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