Insegurança com salário e desemprego é principal frustração, aponta Datafolha

Salário e desempregoCresce o grupo dos eleitores frustrados com Dilma Rousseff, isto é, aqueles que votaram na petista no segundo turno e que hoje a consideram ruim ou péssima na condução do país Eram 15% em abril e totalizam agora 20%. Parte de seus eleitores que na ocasião estavam apreensivos ou satisfeitos, passaram agora a reprová-la.

A economia do país é o fator determinante. Análise estatística feita pelo Datafolha indica que as expectativas da população quanto aos níveis salariais e o desemprego têm mais influência da crise no seu dia a dia explicam mais a evolução da impopularidade da petista do que, por exemplo, o comportamento da taxa real de inflação. Temor tão grande em relação ao desemprego não se vê desde junho de 2001, no segundo mandato de FHC.

A pesquisa mostrou que a reprovação a Dilma atinge patamares muito parecidos, entre eleitores de diferentes rendas. Nos de renda mensal de até dois salários mínimos, por exemplo, 62% reprovam Dilma. Entre os mais ricos (que recebem acima de 10 salários), 66% reprovam o governo. No Nordeste, a aprovação de Dilma é de 14%. No Sul, de 11%. No Centro-Oeste, 9% e no Norte, 11%.

Fonte: Folha de São Paulo

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