Igreja Anglicana se une a entidades educacional e social contra “Lei da Mordaça”

Padre Hugo entregou de mão em mão a carta da Igreja (Fotos: Lúcio Borges)
Padre Hugo entregou de mão em mão a carta da Igreja (Fotos: Lúcio Borges)

A exatos dois meses nesta terça-feira (31) de sua aprovação e finalizando prazo nesta semana para se votar o veto ao Projeto de Lei n° 8.242/16, denominado a “Lei da Mordaça”, manifestantes contrários a Legislação, aprovada de forma urgente e sem qualquer conhecimento da sociedade, voltaram hoje a ocupar o plenário da Câmara de Vereadores de Campo Grande. Desde sua aprovação na Casa, em 31 de março, grande parte da população se colocou atônita, reprovou e fez repercutir negativamente com várias manifestações, a aprovação da lei que restringe ou mesmo proíbe ‘aulas’ sócio-educativa nas escolas da Capital, principalmente nos temas sobre política, gênero e sexualidade.

Hoje, de forma mais comedida, os grupos que fizeram alguns protestos calorosos na Câmara e outros locais da Capital, ganharam o apoio e acompanharam um dos lideres da Igreja Epsicopal Anglicana, o Padre Hugo Sanches, que entregou a cada parlamentar, uma carta da posição da Igreja, que também é contraria a ‘Lei da Mordaça’. “Nós acreditamos na consciência pela Educação que é ou deveria ser parte essencial de todo cidadão. Acreditamos na liberdade e na Democracia em geral, e com isso na liberdade do professor de ensinar e do 3e6cd8d0-4e69-4cfd-bfd1-0b6428b5b076aluno denunciar”, disse o reverendo da Igreja da Inclusão.

Confira no vídeo, mais palavras que justificam a manifestação do padre anglicano, que trajado a caráter de religioso, fez uma conversaram “ao pé do ouvido”, em plenário com vereadores. O padre era a figura principal hoje, mas foi sendo acompanhado ou ‘ajudado’ por outros lideres de entidades, como a Fetems, Adufms, ACP, Rede Apolo, DCE da UCDB e estudantes da UFMS, que se fizeram presentes na nova ‘conversa’ com os vereadores. Os parlamentares devem apreciar a matéria nesta quinta-feira (2), último prazo para manter ou derrubar o veto do prefeito Alcides Bernal, que concordou com os grupos, que o procuraram durante todo mês de abril, e, determinou o veto publicado em 27 de abril, sobre a possível nova legislação para a área da Educação do município. Se não for pautado o veto, as próximas sessões ficam com a pauta trancada.

A ação na manhã de hoje, foi de externar a diplomacia com os parlamentares, ante os protestos anteriores que até causaram confusões na Câmara ou OAB e em pressão de reunião realizada na semana passada, mas a portas fechadas, como o Página Brazil publicou na quarta-feira (25) e em demais matérias durante este processo.

Sociedade em protesto

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“Por uma educação a serviço do povo”, era descrito em umas das faixas

O Projeto de Lei n° 8.242/16, denominado a “Lei da Mordaça”, é de autoria do vereador Paulo Siufi (PMDB) que viu os campo-grandenses se ‘unirem’ para derrubar sua ideia que é originária do Projeto Escola Sem Partido, uma entidade nacional de ordem conservadora que vem colocando a ideia pelo Brasil, alegando que as crianças vem sendo doutrinada em pensamentos de partidos revolucionários e com conhecimento contra a moral e bom costume, no caso de falar sobre gênero e sexualidade.

Os campo-grandenses do setor educacional, primário ao universitário, bem como movimentos sociais e membros de alas progressistas de Igrejas, se uniram e formam pelo menos 40 entidades contrárias e pedem a manutenção do veto e por consequência a derrubada da “Lei da Mordaça”.

Os favoráveis a Lei, do Projeto Escola Sem Partido, e alas ultra-conservadoras das igrejas, também estão pressionando os parlamentares, mas de formas mais discretas, para derrubar o veto.

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