Iceberg ameaça 150 mil pinguins na Antártida

  Tamanho de fonte  A  A sábado, 20 de fevereiro de 2016 - 15h23 Atualizado em sábado, 20 de fevereiro de 2016 - 15h25 Iceberg ameaça 150 mil pinguins na Antártida Aves são incapazes de voltar à sua colônia desde que um iceberg gigante lhes barrou caminho Pinguins-de-adélia são uma das espécies mais famosas da Antártida / Jason Auch/Wikimedia Commons Pinguins-de-adélia são uma das espécies mais famosas da Antártida. (Foto: Jason Auch/Wikimedia Commons)
Pinguins-de-adélia são uma das espécies mais famosas da Antártida. (Foto: Jason Auch/Wikimedia Commons)

Cerca de 150 mil pinguins-de-adélia, uma das espécies mais famosas da Antártida, estão incapazes de voltar à sua colônia desde que um iceberg gigante lhes barrou o caminho, forçando-os a um longo desvio para encontrar comida, revelou um estudo científico.

Esta colônia de pinguins vive no Cabo Denison, um cabo rochoso situado na baía de Commonwealth, no leste do continente antártico.

O icebergue B09B, que mede 100 quilômetros quadrados (km²), área equivalente à da cidade de Paris, encalhou na Baía de Commonwealth em dezembro de 2010, indicam investigadores australianos e neozelandeses na revista Ciência da Antártida, publicada este mês.

A população da colônia de pinguins-de-adélia foi contabilizada em cerca de 160 mil indivíduos em fevereiro de 2011. Em dezembro de 2013, eles não somavam mais do que 10 mil, dizem os pesquisadores.

A chegada do iceberg e a formação de gelo permanente que se seguiu forçou os pinguins a prolongar o seu percurso em 60 km para conseguir chegar ao lugar onde encontram alimentos, o que dificulta seu processo reprodutivo.

“A população do Cabo Denison poderá extinguir-se nos próximos 20 anos, a menos que o B09B se mova, ou que o gelo permanente costeiro que se formou se quebre”, escreveram os investigadores do centro de pesquisa sobre as alterações climáticas na Universidade de Nova Gales do Sul e da New Zealand’s West Coast Penguin Trust.

Ao contrário do iceberg, o gelo permanente não fica à deriva e pode atingir uma espessura considerável.

Agência Brasil

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