Iaaf mantém atletismo da Rússia fora da Rio-2016, diz imprensa europeia

Segundo informações da imprensa europeia, a Federação Internacional de Atletismo (Iaaf) anunciará ainda nesta sexta-feira que manterá a suspensão ao atletismo da Rússia, o que fará os atletas do país na modalidade perderem a Olimpíada do Rio de Janeiro. A emissora BBC e os jornais The Guardian, The Times e L’Équipe foram alguns dos veículos de comunicação que anteciparam a notícia que deve ser confirmada às 12h (de Brasília) em entrevista coletiva.

Yelena Isinbayeva é uma das atletas que, no momento, está fora dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro imagem: AFP PHOTO / FRANCK FIFE
Yelena Isinbayeva é uma das atletas que, no momento, está fora dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro<br / imagem: AFP PHOTO / FRANCK FIFE

Reunido na capital austríaca Viena, o Conselho da Iaaf teria considerado que a Rússia não atendeu aos critérios de readmissão exigidos pela federação depois do escândalo de doping estourado em novembro do último. Porém, segundo o jornal The Guardian, uma reunião na próxima terça-feira em Lausanne, envolvendo o COI, federações internacionais e nacionais e organismos antidoping, debaterá a possibilidade de avaliar o caso de cada atleta para uma possível “justiça individual” aos que estiverem comprovadamente limpos.

Em novembro do último ano, uma comissão independente da Agência Mundial Antidoping (Wada) soltou um relatório bombástico, no qual denuncia um “esquema de doping organizado e generalizado” na Rússia, levando a Federação Internacional de Atletismo (Iaaf) a suspender o país de todas as competições internacionais.

Com os mais de 4 mil representantes do país proibidos de competir, a decisão final ficou para esta sexta-feira.

Alguns atletas russos já deram indicações de que vão tentar reverter a decisão. Yelena Isinbayeva, por exemplo, disse em maio que, em caso de manutenção da pena, ela iria à Corte dos Direitos Humanos.

Na quarta-feira, uma comissão de atletas do Comitê Olímpico Russo enviou uma carta ao COI fazendo um apelo para que não houvesse a exclusão. Segundo o documento, ela seria uma “punição coletiva para os erros de uma minoria” e teria “um efeito verdadeiramente destrutivo em todo o sistema de valores olímpicos, causando um dano irreparável ao desenvolvimento do esporte no país”.

O escândalo

O escândalo teve início quando o antigo diretor do laboratório antidoping de Moscou, Grigory Rodchenkov, e um funcionário da agência antidoping local denunciaram à imprensa americana que 15 medalhistas russos nos Jogos de Inverno de Sochi e outros atletas foram dopados por autoridades russas.

Além disso, há relatos que agentes do Serviço Federal de Segurança, a antiga KGB, manipularam amostras de urina durante o evento poliesportivo, para evitar que algum caso fosse revelado.

Revelações feitas pela televisão pública alemã “ARD” apontam que o ministro do Esporte da Rússia, Vitaly Mutko, encobriu pelo menos um caso de doping no escândalo que envolve o atletismo do país e que incidem em um suposto programa dirigido pelo governo. (UOL)

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