Hulk e Lucas Moura são destaques em goleada da Seleção

Um não atuava pelo Brasil desde o fracasso na Copa do Mundo-2014. O outro, não vestia a camisa amarela havia dois anos. Mas nos últimos amistosos antes das eliminatórias, Dunga teve dois “reforços” que, na verdade, são velhos conhecidos. Na vitória tranquila sobre os EUA, nesta terça (8), Hulk atuou mais uma vez como centroavante e fez gol à la camisa 9. Lucas Moura, do PSG, entrou com qualidade, deu velocidade ao time e ajudou no 4 a 1 convincente da seleção em Boston.

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Hulk, do Zenit, já tinha marcado o gol da vitória sobre a Costa Rica, no sábado (5), depois de um ano afastado da seleção. Quando Dunga assumiu, o chamou na primeira lista, em setembro de 2014, mas o atleta se machucou. Um retorno a campo mais rápido do que o previsto em seu clube fez a comissão técnica desconfiar de que o jogador, ou os russos, aumentaram a gravidade da lesão. Hulk ficou de “castigo”.

O fracasso na Copa América, em julho, porém, fez o técnico olhar para atletas que havia deixado de lado. E Hulk voltou, como titular e numa função nova, como centroavante, posição que dá dor de cabeça ao técnico. Dunga já testou Diego Tardelli, Luiz Adriano e Firmino, que entrou no jogo em Boston. Nenhum deles teve a eficiência de Hulk nesses dois jogos nos EUA.

Lucas Moura ficou no banco nas duas partidas, mas nesta terça deu velocidade ao time ao entrar. No primeiro lance, fez ótimo passe para o terceiro gol, marcado por Rafinha Alcântara, do Barcelona, que tem idade olímpica -Neymar, que entrou no segundo tempo, havia feito o segundo gol, de pênalti.

O último jogo de Lucas Moura pela seleção havia sido em setembro de 2013, contra Portugal, justamente no mesmo palco da partida de terça.

NEYMAR E MAIS DEZ

Do time que bateu a Costa Rica Dunga fez duas mudanças. Danilo sentiu incômodo no pé e foi substituído por Fabinho, do Monaco, outro atleta que tem idade olímpica. No meio, o técnico quis ver Elias na vaga de Fernandinho.

O esquema foi mantido. Lucas Lima armava o time, enquanto Willian, aberto na direita, e Douglas Costa, na esquerda, ajudavam o “9” Hulk.
O time teve velocidade nos dois tempos e jogou melhor do que na vitória sobre os costa-riquenhos. Na segunda etapa, Neymar foi a campo desde o começo e, como sempre, desequilibrou. Sofreu o pênalti que converteu e ainda marcou o quarto gol, com dois dribles no mesmo lance.

Dunga ganhou opções conhecidas, como Hulk e Lucas Moura, mas também novidades. Lucas Lima desempenhou bom papel na armação, e Marcelo Grohe foi bem, até levar o gol de Williams, que chutou de longe no fim da partida. Grohe pode ser o novo titular da posição.
No dia 17 de setembro, Dunga convocará os jogadores para os dois primeiros jogos das eliminatórias. O Brasil encara o Chile, dia 8 de outubro, em Santiago, e a Venezuela, dia 13, em Fortaleza.

ESTADOS UNIDOS

Guzan; Cameron (Spector), Orozco, Alvarado e Ream; Jones (Diskerud) e Bedoya (Williams); Yedlin, Bradley (Johannsson) e Zardes (Woods); Altidore (Morris)
T.: Jurgen Klinsmann

BRASIL

Marcelo Grohe; Fabinho, Miranda (Marquinhos), David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo (Fernandinho), Elias, Lucas Lima (Lucas Moura), Willian (Neymar) e Douglas Costa (Rafinha); Hulk (Firmino)
T.: Dunga
Estádio: Gillette Stadium, em Foxborough (EUA)
Árbitro: Joel Aguilar (El Salvador)
Cartões Amarelos: Orozco e Williams (EUA)
Gols: Hulk, aos 8 min do 1º tempo; Neymar aos 5 e aos 21, Rafinha, aos 18, e Williams, aos 45 min do 2º tempo

Folha.com

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