Hospital do Câncer demite funcionária que cobrou de paciente do SUS

A contadora Lana Machado, 49 anos, está sendo acusada de cobrar R$ 3.828 por um procedimento médico feito por um idoso de 81 anos, que estava internado pelo SUS (Sistema Único de Saúde) no Hospital do Câncer de Campo Grande. A funcionária ainda desviou o dinheiro para uma conta da filha. Ela foi demitida por justa causa na terça-feira (21), após o presidente do hospital, Carlos Alberto Morais Coimbra descobrir o caso e registrar um boletim de ocorrência contra a servidora.

23hc

O diretor do hospital convocou a imprensa para dizer, nesta quinta-feira (23), que o desvio ocorreu em outubro do ano passado. Um mês antes, Eledir Batista de Souza, 44, internou o pai, que não teve o nome revelado, para o tratamento de um câncer. Na época, a funcionária disse a ela que, apesar de o pai dela estar sendo atendido pelo SUS, teria de pagar por alguns procedimentos. Eledir estranhou, mas fez o pagamento. O idoso faleceu pouco tempo depois, em decorrência do agravamento da doença.

O diretor informou que foi aberto um procedimento interno para investigar se existem outros casos semelhantes, mas que a funcionária foi demitida por justa causa, já que ficou comprovado o desvio.

Coimbra informou que a funcionária chegou a emitir uma nota fiscal por parte do hospital, porém cancelou no outro dia e depositou o cheque na conta bancária da filha.

“Quando a filha do paciente percebeu que o problema dele havia se agravado, ela pediu para que o pai fosse levado a um quarto particular. No entanto, ele foi encaminhado até um quarto de isolamento do SUS, que realmente tem as características de um local privativo, pelo fato de ter banheiro e também o paciente ficar sozinho. Porém a encarregada de faturamento o registrou como se fosse particular e fez a cobrança depois, sem qualquer conhecimento do hospital”, afirmou o diretor.

Na ocasião, a filha do paciente teria procurado os pacientes para saber como seria o pagamento. Ela então foi informada pela chefe de enfermagem de que não havia cobrança, já que se tratava de um quarto do SUS. “Só que sete dias após o fato a funcionária ligou exigindo o dinheiro. A vítima, por ser contadora e perita, seguiu adiante com o pagamento e deu um cheque. Porém, no outro dia ela entrou no site da prefeitura e constatou que a nota havia sido cancelada”, explicou o diretor.

Coimbra disse que a família será ressarcida pelo hospital e que será movida uma ação na justiça contra a funcionária, pelos danos causados. A Polícia Civil também investiga o crime, o caso foi registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do centro, mas será investigado pela 1ª Delegacia.

Comentários

comentários