Hormônio que regula sono age como anti-inflamatório, mostra pesquisa

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Professora Regina Markus da USP explica que a melatonina é a responsável por regular o relógio biológico do seres vivos.

Conhecida por hormônio do escuro, a melatonina, responsável pela regulação do sono entre múltiplos benefícios, tem mais um efeito positivo descoberto em pesquisas recentes. A cientista Regina Pekelmann Markus, professora titular de Fisiologia da Universidade de São Paulo, descobriu juntamente com uma equipe de pesquisadores, que o hormônio age como anti-inflamatório.

O estudo publicado na revista científica The Faseb Journal aponta como os processos inflamatórios interferem na produção de melatonina e como as variações na secreção do hormônio influenciam na inflamação. De acordo com Markus o objetivo da pesquisa é descobrir especificamente sobre que tipo de doenças ele age para que os danos causados possam ser reduzidos ou evitados.

Além de ser produzido naturalmente a melatonina pode ser feita em laboratório, no entanto o uso é proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A pesquisadora salienta porém que pacientes com Alzheimer por exemplo tem ‘zero’ presença da melatonina no organismo. Pacientes com outras doenças com resposta inflamatória não resolvida como artrite, câncer e diabetes, também poderiam se beneficiar com o tratamento, segundo a cientista.

Ela espera que o órgão reveja a decisão, já que muitos médicos prescrevem e defendem o uso do hormônio, “acredito que nos próximos dois ou três anos vamos romper com essa barreira, e voltar a usar a melatonina regularmente”. No entanto adverte que seu uso deve ser feito somente sob recomendação médica.

com informações do Jornal da Ciência

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