Hóspede recebeu cinco golpes na cabeça de lutador mesmo depois de desmaiado

Peritos da Polícia Civil que analisaram o cenário da morte do engenheiro Paulo César Oliveira, de 48 anos, espancado até a morte no dia 18 de abril em um hotel da Capital, pelo lutador de jiu-jitsu Rafael Queiroz Martinelli, apontaram que a vítima recebeu cinco golpes na cabeça, com um pedaço de madeira de uma cadeira quebrada, mesmo depois de desmaiado. O resultado do laudo foi entregue nesta quinta-feira ao delegado Miguel Said, da 1º Distrito de Polícia Civil de Campo Grande, responsável pelas investigações.

O laudo toxicológico não indicou a presença de drogas como maconha e cocaína no sangue do lutador, que pudessem ter produzido alterações do quadro psicológico do agressor, informou o delegado.

O lutador, que é de Valparaíso (SP), estava em Campo Grande para participar de um campeonato de jiu-jítsu. Na noite do crime teve uma briga com a namorada, antes do suposto surto. Já a vítima, que era de Batatais, no interior de São Paulo e estava em Campo Grande a trabalho, ocupava o quarto ao lado no hotel.

Com o indiciamento por homicídio doloso qualificado, lesão corporal dolosa e dano, a defesa do lutador alegará que Rafeel praticou a violência durante um surto, após brigar com a namorada segundo informações dadas pela advogada Fábia Favaro à imprensa, que também informou queo lutador faz uso de remédios antidepressivos há cerca de um ano e meio e mais recentemente, passou a usar remédios para emagrecer. Alguns desses medicamentos, segundo especialistas, principalmente os anfetamínicos podem, eventualmente produzir comportamentos agressivos.

Silvio Ferreira

Comentários

comentários