Homem é ‘escolhido’ presidente do Partido das Mulheres em MS

Pedro Pedrossian Filho (Foto: reprodução Faccebook)
Pedrossian Filho (Foto: reprodução Faccebook)

O título é uma piada? Pode até parecer, mas não é, e, mostra no mínimo, a ‘confusão’ nos objetivos e estrutura política partidária do Brasil. Contudo, vendo ao contrário e como um partido plural, Pedro Pedrossian Filho, que já teve um mandato de deputado federal, assumiu nesta semana a direção estadual do PMB (Partido da Mulher Brasileira) em Mato Grosso do Sul. O partido é dirigido nacionalmente por uma mulher, a presidente Luciana Gurgel, mas também já têm outros Estados sendo presididos pelo sexo oposto. Segundo ele, além da responsabilidade de trazer definitivamente a sigla para o Estado, a filiação e direção, já o incumbe em assumir candidatura para administrar a prefeitura de Campo Grande.

O então conhecido Pepê, que há anos atrás seria o herdeiro político do seu pai, o ex-governador Pedro Pedrossian, e único remanescente da família, volta a cena política do Estado, ocupando o posto mais alto da direção da agremiação dita feminista. Como ainda, já foi apontado como o nome escolhido para a disputa pela prefeitura da Capital.

Pedrossian Filho assumiu o cargo afirmando não ver incompatibilidade, tendo inclusive sido aprovado pelo comando nacional, após convite de outra mulher Denise Abreu, que faz parte da legenda em São Paulo e é pré-candidata à prefeitura da capital paulista. Ele aponta que embora a sigla do partido remeta a interesses da classe feminina, não há nenhum tipo de contrariedade de ideais. “Também me questionou sobre isso, mas vi que é um partido pluralista. Não é um partido de mulher, só para a mulheres. O partido remete sim à valorização da mulher e todos que compactuam desse pensamento, como eu, é bem vindo. O PMB busca o aumento da participação da mulher na política e em outras áreas, mas o compromisso central é com o cidadão ou ser humano, que vise contribuir para o país, independente do gênero X ou Y”, explica Pepê.

O ex-deputado comandará “as mulheres” no partido que foi criado no fim do ano passado e chegou ao Estado, inicialmente por meio da deputada estadual Mara Caseiro. Ela que trocou o PTdoB para entrar e dirigir a legenda, ficou no PMB por dois meses e novamente vez outra troca, indo a cerca de 10 dias para o PSDB.

Explicando

Pepê, já tem e terá a tarefa de dirigir um partido, explicando que apesar de não ser preconceito e não ser proibido a entrada de homens na legenda, de inicio se vê a falta de cumprimento dos objetivos ou o desvirtuamento maior que estampa o próprio nome da legenda.

O agora presidente do PMB, revelou que foi convidado por Denise Abreu, pré-candidata à prefeitura de São Paulo. Também descreveu seu novo projeto político como inovador e liberal, com um estado enxuto, com menos ingerência estatal, dando prioridade a setores como saúde, segurança e educação.

Pepe explicou que estava sem partido desde 2006, quando encerrou seu único mandato político. Mas que, mesmo sem o cargo, continuou atuando em questões políticas. “Deixei o PMDB após mandato de deputado e agora volto com o PMB. Antes, estudei entrar em outros dois partidos, mas por conflitos políticos, desisti. Estou no PMB desde a semana passada e já estamos trabalhando para as eleições deste ano. Sou pré-candidato a prefeito da Capital e estamos analisando projetos para interior do Estado. Vale ressaltar que escolha da sigla foi por compatibilidade de ideais”, disse.

Matéria: Lúcio Borges

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