Guarda Municipal vai fechar cerco a quem solta pipa com cerol

A Guarda Civil Municipal vai intensificar nos próximos dias a fiscalização contra o uso de substâncias irregulares utilizadas para “batizar” as linhas de pipa. As ações serão concentradas principalmente nas ruas e praças dos bairros da capital. Em tempos de férias escolares, soltar pipa é uma das brincadeiras que as crianças mais gostam, mas o passatempo deixa de ser inocente quando a linha é preparada com pó de vidro e cola, formando o popular cerol, ou se opta pelo uso da linha chilena. Em ambos os casos as linhas tem efeito de navalha e pode provocar diversos acidentes, levando até mesmo muitas vítimas a óbito.

Motociclistas são os usuários do trânsito em situação de maior risco de sofrer cortes  (Foto: Divulgação)
Motociclistas são os usuários do trânsito em situação de maior risco de sofrer cortes
(Foto: Divulgação)

O titular da Secretaria Municipal de Segurança, Valério Azambuja, explica que os guardas deverão orientar a população sobre os riscos e encaminhar para as autoridades policias quem for pego em flagrante. “O que se recomenda é que façam uso deste lazer, mas sem colocar a vida de outra pessoa, ou a sua própria em risco. Vamos orientar os cidadãos e coibir intensivamente o uso destas substâncias. Quem for pego em flagrante deverá ser encaminhado para as autoridades policiais responsáveis”.

O Guarda Municipal Elton Santos, um dos servidores que irá atuar diretamente nas ações fiscalização, alerta que a linha de cerol ou a linha chilena são difíceis de serem visualizadas, principalmente à noite, o que facilita a ocorrência de acidentes, principalmente envolvendo os motociclistas, principais vítimas dessa prática. “Na moto o  condutor fica mais venerável a ser uma vitima, já que a linha tem alto poder de corte. Ao trafegar pelas ruas e áreas onde crianças e jovens empinam as pipas eles são atingidos facilmente pelas linhas cortantes, se alcançar o pescoço, o corte pode ser fatal.”.

Em Campo Grande, assim como em alguns municípios do país, o uso e a venda são proibidos. Quem comercializar o material pode ser preso e pagar multa. “A Guarda vai voltar  seus esforços para autuar também quem vende esses materiais”, explica Valério.

Quem flagrar alguém usando ou comercializando as linhas “batizadas” pode denunciar e solicitar a ação da Guarda Municipal, por meio dos dos telefones gratuitos 153 e 199.

Comentários

comentários