Guarda Municipal não deve perder a perna após recomposição de osso

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Impacto da colisão deixou pedaços das motos a distancias (Fotos: Lúcio Borges)

O GM (Guarda Civil Municipal), Ronildo de Sales Ponces, 33 anos, terá grande chance de não ter mais de amputar a perna após ter fratura exposta gravíssima ao ser envolvido em um acidente de trânsito no fim da manhã desta sexta-feira (6) na Avenida Capital esquina com a Rua Paraíso, na Vila Margarida, região norte de Campo Grande. Ele e mais dois GMs, Alcinei Arantes, 30 anos, e um terceiro que saiu ileso, estavam em serviço de ronda em motos trafegando pela avenida quando foram atingidos pelo veiculo Cittroen C3, placas OOS-5314, da servidora pública Cleuza Silveira, 59 anos, que cruzou a preferencial e bateu nas motos, lançando dois dos agentes a diversos metros de distância. Veja vídeo na absurda colisão provocada.

O agente Ponces teve o osso da perna realinhado pelos médicos, o que dará sua chance de permanecer com a perna, devido ao trabalho complexo que os médicos tiveram que desenvolver para mexer no estrago dos ossos, que quase foram decepados. Porém, ele continua internado na Santa Casa para os demais procedimentos médicos. O procedimento cirúrgico foi feito de acordo com informações repassadas pela direção da Guarda Municipal, após Ronildo ser encaminhado imediatamente a Santa Casa, após a colisão. Ele teve que ter a aplicação de morfina, ao entrar no hospital, devido à dor intensa e após mexer na fratura exposta.

Ponces ficou gravemente ferido com a fratura exposta na perna, que ficou praticamente dissalerada com o impacto na frente do carro, que ficou destruído. Na hora do acidente, sendo encaminhado a Santa Casa, os socorristas do Samu (Serviço de Atendimento Medico de Urgência), afirmaram que ele corria o risco de ficar sem uma das perna, pois a fratura e cortes, ocasionado pela ‘faca’ da lataria do veículo, foram profundos, separando tendões. O agente Arantes não teve nada tão grave, ficando com sangramento no nariz e na boca, mas consciente sendo encaminhado ao UPA Cel Antonino.

Agente Arantes, que também colidiu a motoviatura contra o carro, sofreu fratura no nariz e já recebeu alta. O terceiro servidor, Robson Souza, não chegou a bater no carro e não se feriu. A condutora do carro também nada sofreu.

A colisão

Imagem mostra distancia de onde carro foi parar
Imagem mostra distancia de onde carro foi parar

O acidente aconteceu às 11h17, conforme o Página Brazil publicou, quando os três servidores voltavam para a base, após realizar uma ronda no Terminal General Osório. A motocicleta dos agentes atingiu a parte traseira direita do carro. Pedaços da moto e equipamentos dos guardas “voaram” a pelo menos cinco metros do local da batida.

Um terceiro guarda, que vinha logo atrás, conseguiu evitar a colisão e saiu em direção ao veículo causador do acidente, temendo que a condutora se evadisse do local. Porém, a mesma parou alguns metros depois e aguardou a chegada do resgate e das autoridades de trânsito.

O carro somente foi parar a cerca de 100 metros do cruzamento das vias onde ocorreu a colisão. A senhora Cleuza ficou em estado de choque, onde muito abalada não conseguia nem sair do carro. Contudo, ela não sofreu nada de mais grave, inicialmente assumindo o erro do acidente. Mas, posteriormente, justificou que parou e atravessou. Tendo o impacto sido maior, porque os GMs estavam em alta velocidade. “Tudo bem creio que estou errada, apesar que quase estava passando o cruzamento Eles estavam ou apareceram em muita velocidade. Eu parei antes, mas cruzei e quando vi estava batendo nas duas motos”, alegou a motorista.

Achei que o homem estaria morto, pela altura que ele voou, diz testemunha

A gerente financeira, Ingrid Brás Rocha, 29 anos, que estava com a filha no carro e iria atravessar a rua, apontou que por ‘Deus’ ela não foi a vitima e que a pancada seria tatno quanto pior, a que os GMs sofreram, pois ela estaria do lado mais próximo e as motos vieram do lado contrario e ‘mais longe’. Ingrid relatou que vinha devagar e ainda freou e diminuiu ao ver o carro entrando na Avenida, por isso não foi atingida. “Ela foi muito imprudente, passando uma esquina dessa em alta velocidade e com PARE para ela”, avaliou.

Estrago da moto, que foi parar na calçada (foto: Ivan Silva)
Estrago da moto, que foi parar na calçada (foto: Ivan Silva)

Ingrid completou dizendo o que viu em sua frente, imaginando que o Guarda não teria escapado com vida. “O carro, ela passou a uns 100 km/h. Um dos GMs voou muito alto lá do meio da esquina e caiu aqui na calçada. Achei que ele teria morrido na hora com a pancada e altura caído, além do que o carro bateu nele. Eu estava indo no sentido saída para Cuiabá e eles vindo de lá, ao contrário. E pouco distante já vi ela cruzando e eu reduzi, se não fosse isso seria eu e minha filha a vitima. Ela bateria no meu carro e com isso capotando com certeza. Os GMs vinha em velocidade de moto e como vinham ao contrario, eles bateram no carro com pouco menos velocidade, mas não menos gravidade como acabou ocorrendo.

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