Greve dos médicos: atendimento ocorre com lentidão nas UPAs

De acordo com o presidente do Sinmed-MS(Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul), Valdir Siroma, a greve dos médicos que atendem o município iniciada hoje se deve ao não reajuste dado para a categoria neste ano somado a isso o corte das gratificações.

“Os médicos recebem uma média de R$ 2.580 que, somado às gratificações, pode chegar a R$ 5 mil mensais por escalas com 20 horas de plantões semanais. Porém, com o recente corte dos abonos anunciado pelo prefeito Gilmar Olarte (PP), o salário cai para menos de R$ 2 mil incluindo os descontos”, calculou

Diante deste cenário, a categoria luta pelos benefícios conquistados ao longo dos anos, bem como por reajuste de 8,1%, com base na inflação. “Mesmo com anúncio da greve a prefeitura não apresentou proposta. Estamos abertos ao diálogo”, disse.ao ressaltar que apesar da greve todas as unidades de saúde estão com suas equipes completas realizando atendimentos de urgência e emergência, porem com apenas 30% da capacidade.

“A adesão chega a 100% entre os 1.400 trabalhadores da categoria na Capital. Todo o efetivo vai estar à disposição nas UPAs e Centro Regional de Atendimento, no entanto, nem todos vão receber pacientes”, afirmou Sirona.

Para o clinico geral Ricardo Rapassi, as gratificações representavam uma conquista ao longo de 10 anos de muita luta e o corte da mesma causou uma redução de 60% do salario recebido. ” Alem dos nossos diretos estamos lutando por melhorias na estrutura de saúde, pois estamos sofrendo uma crise. Esta faltando equipamentos, medicação, não temos vagas para internação e a e ninguém toma uma atitude”,,afirma o medico.

Na unidade de saúde do bairro Tiradentes a empregada domestica Rose Franco, 42 anos, buscou atendimento com suspeita de dengue. Ela chegou na unidade as 8 horas da manha e as 10h50min, como não havia sido atendida ainda resolveu ir embora.
“Cheguei aqui cedo, as 8 horas e até agora nada. Sempre fui bem atendida aqui mas acho q é por causa dessa greve que esta demorando, me falaram que só tem 2 médicos atendendo. O jeito vai ser passar na farmácia comprar um analgésico para ver se melhora, se não melhorar vou ter que voltar depois”, afirmou a empregada domestica.

Paulo Francis

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