Greve deixa pacientes frustrados com demora dos atendimentos nas UPA’s

Familiares de pacientes que precisam utilizar os serviços das Unidades de Pronto Atendimento(UPA) estão frustrados com a demora na espera por consulta médica. Eles alegam que por conta da greve o atendimento esta sendo realizado de forma lenta e que apenas casos de estrema emergência estão sendo atendidos com mais agilidade.

A trabalhadora rural Ana Márcia Machado, 28 anos, buscou atendimento às 8 horas da manhã de hoje(15), na Unidade de Pronto Atendimento(UPA), do bairro Coronel Antonino para seu pai, um idoso de 52 anos. Ela conta que ele caiu ha pouco mais de uma semana e está buscando a realização de um exame de raio-x, exame este qu nao consegue porque o aparelho está quebrado. “Estou aqui com meu pai desde as 8 horas da manha, quando os médicos chamam são no máximo 2 pessoas a cada 2 horas. Meu pai precisa do raio-x e a maquina nao funciona. A prioridade é a emergencia mas pelo jeito so se a pessoa estiver quase morrendo mesmo para ser atendido”, reclama Ana Márcia.

Os problemas são constatados pela também trabalhadora rural Leonice Lombardi, enquanto a mesma aguardava por atendimento a um familiar presenciou um conflito entre funcionários e pacientes. ” Tem uma senhora ai dentro que deve ter uns 100 anos, sofreu um acidente vascular cerebral está(AVC), e está a quase 3 dias esperando uma vaga na Santa Casa, quando conseguiu não tinha ambulância. Os filhos da senhora ficaram revoltados e começaram a reclamar, um guarda até ameaçou tirar ele a força daqui, mas ele foi embora dizendo que ia buscar ajuda de órgãos competentes. Só seu que foi maior tumulto”, conta a trabalhadora rural.

O senhor Edimilson de Oliveira também buscou atendimento na unidade na hora do almoço e a unica resposta que obteve do atendente é que o atendimento iria demorar, mesmo após informar que era portador do vírus de Hepatite C. “Estou com muita dor meu caso é complicado, meus dois rins estão praticamente podre, ninguém me atende, dizem que vai demorar. O jeito vai ser ir embora e procurar atendimento em outro local ou voltar mais tarde”, finaliza.

 Paulo Francis

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