Greve acaba, mas Solurb diz não ter combustível para coletar lixo

A greve dos trabalhadores da Solurb, concessionária responsável pela coleta de lixo de Campo Grande, acabou depois da conciliação realizada na manhã desta sexta-feira (18) entre a empresa e o sindicato, mas segundo a Solurb não há combustível para abastecer os caminhões.

Coleta de lixo deve ser retomada a partir das 19h30
Coleta de lixo deve ser retomada a partir das 19h30

Luciano Dolzan, superintendente da empresa, pontuou que as equipes da noite retornam ao trabalho com depósito dos salários ainda hoje. Contudo, ressaltou que estas podem não concluí-lo pela falta de combustível e retenção de 35 dos 50 caminhões que teriam pagamentos de leasing em atraso, por falhas no repasse da prefeitura.

A categoria, a empresa e o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) se reuniram pela manhã na tentativa de conciliação. O MPT (Ministério Público do Trabalho) havia entrado com duas ações, uma para acabar com a paralisação e outra para forçar a companhia a cumprir a folha de pagamento.

Além da falta do combustível, conforme o empresário, 35 dos 50 veículos da companhia não podem sair às ruas porque estão com o leasing atrasado. Durante a reunião, ele afirmou que não há como retomar os trabalhos, porém, ao final, disse que “a Solurb vai fazer a coleta a partir do imediato retorno dos funcionários sem medir esforços, mas não depende só de nós”.

O coordenador do Núcleo de Conciliação do TRT e vice-presidente do órgão, desembargador João de Deus Souza, garantiu que os problemas com combustível serão alvo de investigação do Ministério Público para “ver se essa alegação procede”. Isso porque o representante da concessionária chegou a cobrar R$ 11 milhões para a regular a folha de pagamento e os serviços, mas reduziu a estimativa para R$ 7 milhões durante o processo de conciliação.

Foi solicitado ainda que a Solurb encaminhe lista contendo o nome de seus funcionários e respectivos dados bancários para que seja realizada a partilha dos R$ 1.578.900 depositados judicialmente pela prefeitura. O uso de conta judicial, conforme o desembargador, deve ser mantido nos próximos meses.

No caso dos funcionários, o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Asseio e Conservação (Steac-MS) realizará uma assembleia para apresentar os termos do acordo.

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