Governo tem superávit acima do esperado em abril, de R$ 9,75 bi

Apesar da queda na arrecadação de impostos, o governo central, formado por Tesouro, Banco Central e Previdência Social, registrou superávit primário de 9,75 bilhões de reais em abril. O resultado foi muito melhor que o estimado por analistas. A projeção era de saldo positivo de 600 milhões de reais no mês passado, segundo pesquisa da agência Reuters.

Em doze meses, o governo central teve déficit de 143,85 bilhões de reais, ou 2,30% do PIB (Foto Marcelo Sayão/EFE/VEJA)
Em doze meses, o governo central teve déficit de 143,85 bilhões de reais, ou 2,30% do PIB (Foto Marcelo Sayão/EFE/VEJA)

Com o desempenho, o déficit acumulado no ano caiu para 8,45 bilhões de reais até o mês passado, informou o Tesouro Nacional nesta segunda-feira. Ainda assim, o número de abril foi o menor para esse mês desde 2013, quando o saldo positivo em abril foi de 7,33 bilhões de reais. No acumulado em quatro meses, o déficit é o maior desde 1997, quando começa a série histórica do Tesouro.

De janeiro a abril do ano passado, o resultado primário era de superávit de 14,56 bilhões de reais. Já em doze meses, o governo central apresenta déficit de 143,85 bilhões de reais, o equivalente a 2,30% do PIB.

A equipe econômica do presidente interino Michel Temer conseguiu aprovar no Congresso Nacional a nova meta fiscal para 2016, que admite um déficit de até 170,5 bilhões de reais nas contas do governo central este ano.

Receitas – O resultado de abril representa uma queda real (descontada a inflação) de 6,9% nas receitas em relação a abril do ano passado. Já as despesas tiveram queda real de 6,4% na mesma comparação.

O governo pretende enviar ao Congresso um Projeto de Emenda à Constituição (PEC) para proibir que os gastos tenham aumentos acima da inflação, colocando um teto para as despesas públicas. (Com Reuters e Estadão Conteúdo)

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